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28/04/2010 - 12h01

Strauss-Kahn ressalta que crise da Grécia se agrava a cada dia

EFE
Berlim, 28 abr (EFE).- O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, disse hoje em Berlim que a crise financeira da Grécia se agrava a cada dia e insistiu com o país que reduza seu déficit drasticamente.

"Vai ser doloroso para o Governo e para o povo grego. A recuperação não será da noite para o dia", disse Strauss-Kahn, quem demonstrou otimismo para o fechamento de um rápido acordo com Atenas sobre o programa de ajuste.

Strauss-Kahn pediu ao país que atue com rapidez e ressaltou que cada dia perdido pode trazer consequências graves não só à Grécia, mas também para toda a zona do euro.

Por sua vez, o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schauble, anunciou que terá um procedimento de urgência para a aprovação das ajudas à Grécia, embora os detalhes desta iniciativa não serão decididos antes de segunda-feira.

"Se as negociações entre o FMI, o Governo grego e o Banco Central Europeu (BCE) terminarem nesta semana com sucesso, na segunda-feira poderemos aprovar um projeto de lei para acelerar o trâmite parlamentar", disse Schauble.

Acompanhados pelo presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, Strauss-Kahn e Schauble se reuniram hoje nesta capital com os líderes dos grupos parlamentares no Bundestag, o Parlamento germânico, para tratar sobre a crise da Grécia.

A reunião de Trichet com os líderes parlamentares foi organizada por Schauble com o propósito de abrir o caminho para acelerar a ativação do plano de ajuda à Grécia.

Strauss-Kahn não quis passar à imprensa números concretos e detalhes das negociações com a Grécia.

"Os números divulgados a todo instante não deveriam circular", disse Strauss-Kahn.

Anteriormente, o líder verde Jurgen Trittin, após a reunião com Schauble, Trichet e Strauss-Kahn, tinha comunicado que a Grécia necessita de até 120 bilhões de euros para fazer frente a sua grave crise financeira e evitar a quebra.

Trichet previu que as negociações entre Atenas e o FMI terminarão em poucos dias e que o plano terá uma avaliação positiva por parte do BCE e do Eurogrupo.

"Depois disso, o Parlamento alemão deverá atuar rapidamente", disse Trichet.

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