UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

01/05/2010 - 05h00

No Dia do Trabalho, sindicatos mostram insatisfação na Grécia

EFE
Atenas, 1 mai (EFE).- Os principais sindicatos gregos chamaram os cidadãos para mostrar neste sábado, feriado do Dia do Trabalho, seu descontentamento pelo plano do Governo para sanear a economia do país.

O transporte ferroviário e marítimo ficará paralisado até as 6h locais no domingo, assim como os trens que ligam o aeroporto à cidade de Atenas.

Os trabalhadores protestarão contra um plano de poupança trianual que prevê fortes cortes nos salários dos funcionários por conta do cancelamento de dois pagamentos extras, enquanto prevê o congelamento salarial no setor privado.

Além disso, o Governo prevê o aumento adicional de vários impostos, como o Imposto de Valor Agregado (IVA), que já subiu dois pontos em março, até 21%, assim como a subida na carga de impostos sobre o tabaco, o álcool e a gasolina.

Centenas de agrupamentos trabalhistas anunciaram que participarão das manifestações convocadas pela Confederação Geral de Trabalhadores (GSEE), pela União de Empregados Civis (Adedy) e outros sindicatos no centro de Atenas e nas principais cidades.

Os sindicatos declaram em comunicado que "a manifestação deste sábado tem um significado especial devido às medidas severas e injustas por parte do Governo".

A zona euro está perto de fechar a primeira série de ajudas para um de seus membros, que, com as contribuições de FMI, poderia colocar à disposição da Grécia um montante de 135 bilhões de euros em três anos.

Neste fim de semana o primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, deve publicar detalhes das medidas de ajuste para sanear a economia, uma das condições para que o país tenha acesso ao financiamento internacional.

Os ministros de Finanças da zona do euro realizarão neste domingo, em Bruxelas, uma reunião extraordinária para analisar o plano de ajuste grego e a possível ativação da ajuda financeira.

A Grécia deve de reduzir seu déficit fiscal de 13,6% do Produto Interno Bruto (PIB) a menos de 3% até 2013, além de controlar sua dívida pública, que deve chegar a 130% do PIB em 2014.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host