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01/05/2010 - 19h46

Passeatas da esquerda radical na Alemanha terminam em confrontos com Polícia

EFE
(atualiza com manifestação em Hamburgo e outros detalhes).

Berlim, 1º mai (EFE).- As manifestações da esquerda radical em Berlim e Hamburgo por ocasião do 1º de Maio terminaram em confrontos com a Polícia, deixando inclusive um policial gravemente ferido na capital alemão, e um número ainda não determinado de detenções.

Ativistas da esquerda radical e do Bloco Negro de autônomos violentos lançaram pedras, garrafas e objetos em chamas contra as forças antidistúrbios em Berlim ao final da passeata do 1º de Maio Revolucionário no multiétnico bairro de Kreuzberg.

A Polícia respondeu com contundência aos ataques, protagonizados por grupos de manifestantes que se separaram da passeata, da qual participaram quase dez mil jovens sob a liderança de membros do Bloco Negro encapuzados.

Um policial ficou gravemente ferido no que, segundo veículos de comunicação alemães, teria sido um ataque com arma branca, o que foi desmentido pela Polícia.

Em Hamburgo, persistiram os ataques iniciados na noite de ontem, quando grupos de arruaceiros e radicais entraram em confronto com a Polícia, incendiaram contêineres de lixo e depredaram uma agência bancária.

Os incidentes em Berlim ocorreram ao término da manifestação, que desta vez não cruzou o centro de Kreuzberg, onde milhares de moradores e visitantes se juntaram para celebrar o tradicional "Mayfest".

A Polícia já havia alertado que atuaria com contundência para evitar situações como as de 1º de maio de 2009, quando 400 policiais ficaram feridos na passeata.

Até o início da manifestação da esquerda radical, o dia em Berlim esteve marcado por ações de bloqueio contra diversas passeatas da extrema-direita e a detenção de pelo menos 250 neonazistas que quiseram fazer uma manifestação no oeste da cidade para evitar manifestantes contrários.

No bairro de Prenzleuer Berg, no leste de Berlim, para onde o Partido Nacional Democrático (NPD, de extrema-direita) tinha convocado sua passeata, milhares de cidadãos foram às ruas para impedir a passagem de cerca de 600 neonazistas.

Um dos manifestantes contrários aos neonazistas era o vice-presidente do Parlamento alemão, Wolfgang Thierse, do Partido Social-Democrata (SPD) e morador desse bairro.

A Polícia acabou levando o político depois de pedir, sem sucesso, que desistisse do bloqueio junto com outros moradores.

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