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02/05/2010 - 15h46

Obama visita área afetada por vazamento de petróleo no Golfo do México

EFE
Teresa Bouza.

Washington, 2 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, visita hoje o estado da Louisiana para ver de perto o impacto do vazamento de petróleo no Golfo do México, que ameaça se tornar a pior catástrofe ecológica na história do país.

Obama saiu da base aérea de Andrews, nos arredores de Washington, por volta das 11h locais (12h de Brasília) rumo à cidade de Nova Orleans (Louisiana).

O presidente viaja acompanhado do chefe de Gabinete da Casa Branca, Rahm Emanuel; seu principal assessor antiterrorista, John Brennan; a assessora em temas energéticos, Carol Browner; e o porta-voz da residência oficial, Robert Gibbs, entre outros.

Para os críticos, a Casa Branca não reagiu com rapidez suficiente ao vazamento iniciado após a explosão, no último dia 20, e o posterior afundamento de uma plataforma de petróleo no Golfo do México.

Não falta quem fale que o vazamento pode se transformar no "Katrina" de Obama, em referência ao furacão que devastou Nova Orleans em 2005 e que abalou a popularidade do então presidente George W. Bush por causa da lentidão oficial na resposta à tragédia.

Entretanto, a secretária de Segurança Nacional americana, Janet Napolitano, minimizou as críticas ao apontar que o Governo esteve alerta desde o primeiro momento.

"A resposta física no terreno aconteceu desde o primeiro dia como se fosse o caso de uma falha catastrófica", afirmou Napolitano hoje, ao dizer que o Governo americano está utilizando todos os recursos ao seu alcance para minimizar o impacto do vazamento.

As últimas estimativas indicam que o vazamento foi de aproximadamente 800 mil litros de petróleo diários, embora Lamar McKay, presidente da British Petroleum (BP) nos EUA, empresa concessionária da plataforma afundada, tenha declarado hoje que é impossível prever a magnitude do derramamento.

O executivo insistiu que uma falha técnica do mecanismo que deveria ter sido ativado para vedar o poço explica por que o petróleo continua fluindo livremente.

Braços robóticos trabalham no fundo do mar para tentar fechar o poço.

McKay adiantou que a gigantesca estrutura erguida pela companhia para conter o vazamento pode estar instalada no prazo de "seis a oito dias".

Tal estrutura é uma espécie de cúpula gigante que seria colocada sobre os pontos de vazamento. O petróleo se acumularia dentro da citada cúpula para ser bombeado para fora dela, evitando assim o vazamento no mar.

O secretário do Interior dos EUA, Ken Salazar, disse hoje em declarações à rede de televisão americana "NBC" que uma "solução definitiva" para o vazamento pode demorar três meses para ser obtida.

Essa solução implica na construção de um poço alternativo por meio do qual um líquido mais pesado que o petróleo seria injetado, impedindo a saída do combustível.

Até que isso aconteça, explicou Salazar, "muito petróleo pode continuar fluindo".

A Casa Branca, por sua vez, antecipou que não concederá novos contratos de explorações petrolíferas em águas profundas a menos que existam garantias suficientes para prevenir uma situação similar à atual.

Enquanto isso, o Governo dos EUA começou um processo de inspeção dos sistemas de vedação dos poços nas quase 30 mil plataformas instaladas no Golfo do México.

O vazamento aconteceu semanas depois de Obama ter dado sinal verde a novas explorações petrolíferas nas regiões central e sul do Atlântico e do Golfo do México.

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