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05/05/2010 - 09h15

Merkel defende ajuda à Grécia, mas exige reformas na UE

EFE
Berlim, 5 mai (EFE).- A chanceler alemã, Angela Merkel, fez hoje uma veemente defesa ao pacote de assistência financeira à Grécia, mas exigiu revisões nos tratados da União Europeia (UE) para evitar uma repetição da crise e a primazia da política sobre os mercados financeiros.

Merkel assim o declarou em discurso ao Parlamento alemão, o Bundestag, por ocasião do início dos debates para a aprovação da ajuda financeira alemã à Grécia. Em sua fala, a chanceler ressaltou que "está em jogo o futuro da Europa e, com isso, o da Alemanha" ao reivindicar dos deputados sua aprovação para o pacote de ajuda.

Após qualificar a situação de "excepcional" e "sem precedentes históricos", a chanceler alemã pediu aos países-membros da UE uma análise transparente da crise e um esforço de todos para enfrentá-la.

Como consequência da crise gerada pela ameaça de moratória grega, Angela Merkel defendeu a revisão dos tratados da UE após citar seus defeitos e lacunas que, segundo ela, devem ser corrigidos.

Nesse sentido, ela se mostrou favorável a retirar temporariamente seu voto aos países que "descumpram notoriamente" os critérios do Pacto de Estabilidade e defendeu medidas de punição, como um corte dos créditos estruturais da UE e dos subsídios agrícolas.

Para Merkel, em caso de extrema necessidade, também deve haver uma "declaração ordenada de insolvência" de um Estado-membro caso sua situação financeira não ofereça outra alternativa.

O líder democrata-cristão agradeceu em seu discurso a disposição dos bancos privados alemães em apoiar e sustentar os créditos à Grécia, mas advertiu que eles não podem esperar em troca concessões da classe política.

As duas casas parlamentares da Alemanha, o Bundestag e o Bundesrat, devem aprovar até sexta-feira a contribuição alemã ao pacote de ajudas para a Grécia, que este ano será de 8,4 bilhões de euros e outros 14 bilhões nos próximos dois anos, o que somará 28% do total de ajuda da UE.

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