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16/05/2010 - 20h46

Missão do FMI chega amanhã a Honduras para revisar políticas monetárias

EFE
Tegucigalpa, 16 mai (EFE).- Uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) chega amanhã a Honduras para revisar com as autoridades monetárias do país o Artigo IV desse organismo relacionado com a sustentabilidade fiscal e as políticas monetárias, de crédito e fiscais.

A presidente do Banco Central de Honduras, María Elena Mondragón, disse que os enviados do FMI permanecerão no país até o próximo dia 28 e que a revisão do Artigo IV "é um passo fundamental" para que o diretório do organismo financeiro "possa eventualmente revisar um programa com Honduras".

Acrescentou que essa revisão é um requisito do FMI, órgão que não pôde avaliar a economia hondurenha em 2009, quando Honduras viveu uma crise política pela saída do então presidente, Manuel Zelaya, derrubado por um golpe de Estado no dia 28 de junho.

Mondragón ressaltou que Honduras está vivendo um "enorme desequilíbrio fiscal", mas que o importante são as ações empreendidas pelo Governo presidido por Porfirio Lobo desde o dia 27 de janeiro, e "a rota a seguir para reduzir esses desequilíbrios".

Segundo Mondragón, o Governo está cumprindo com o que lhe corresponde e como exemplo citou que isso tornou possível que em 100 dias a atual administração já se esteja recebendo uma segunda visita do FMI, após a primeira feita em março.

Também destacou que Honduras normalizou relações com vários dos países que isolaram a ilha por causa do golpe de Estado contra Zelaya.

Nesse sentido indicou que "há relações normais com os Estados Unidos e a União Europeia", dois mercados que "representam 70%" das exportações hondurenhas.

Sem precisar quantias, a presidente do Banco Central disse que há uma "leve acumulação" das reservas internacionais de Honduras, depois da baixa que ocorreu entre julho e janeiro passados, o que supõe uma diminuição da pressão sobre a taxa de câmbio da moeda nacional, a lempira.

Honduras tem excesso de liquidez em moeda local e estrangeira porque ainda não reativou a demanda de créditos do setor privado como se esperava, o que também implica "gerar maior confiança" para que o investidor local retome o dinamismo.

O único setor que segue deprimido, segundo Mondragón, é o da construção.

As autoridades financeiras prevêem que a assistência econômica com que os organismos financeiros internacionais devem brindar o país este ano em apoio orçamentário comece deve começar a ser desembolsada a partir de julho.

Além disso, sustentou que o Governo não deve desvalorizar a moeda (19,92 lempiras por dólar) e que a desvalorização do euro favorece Honduras.

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