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16/05/2010 - 20h34

Telefónica acumula 100 bi de euros em investimentos na A.Latina

EFE
Madri, 16 mai (EFE).- O presidente da Telefónica, César Alierta, disse hoje que sua companhia acumula um investimento próximo aos 100 bilhões de euros na América Latina de forma direta e indireta.

Durante seu discurso na III Cúpula Empresarial União Europeia-América Latina e Caribe, o presidente do multinacional de telecomunicações assegurou que as companhias que apostaram na América Latina tiveram sucesso, tanto pelos resultados obtidos como pelo dinamismo introduzido em sua atividade.

"Este foi, sem dúvida, o caso da Telefónica", disse Alierta, que ressaltou que as sinergias existentes entre América Latina e Europa são "uma significativa alavanca para crescer de maneira sustentável".

"A América Latina nos importa muitíssimo", acrescentou Alierta, que mostrou sua confiança de que a Cúpula "servirá para impulsionar iniciativas que aproveitem as grandes oportunidades de desenvolvimento que temos em comum", em um momento "crucial para impulsionar as relações entre as duas regiões".

Ele lembrou que Telefónica passou duas décadas antecipando "o enorme potencial da América Latina no campo da inovação" e assegurou que os próprios investidores da Telefónica encorajam à companhia "a seguir investindo cada vez mais na região".

Por outro lado, disse que a América Latina ganhou o direito de ocupar um novo lugar no mundo, como o demonstra o fato de estar liderando junto à Ásia a recuperação econômica.

Desde a sua experiência com a China Unicom, com a qual mantém uma aliança estratégica, a Telefónica constata o crescente interesse recíproco da China pela América Latina e disse ver em sua triangulação junto à Europa "um fator crescente de desenvolvimento e prosperidade" da qual todos se beneficiarão.

"O mundo está atravessando uma fase econômica complexa", disse Alierta, que considerou que neste momento a Europa deve intensificar suas relações com a América Latina e ter um papel importante na região.

Destacou que, dentro das iniciativas de relação entre regiões mais interessantes, figuram os programas impulsionados pelos próprios Governos que criaram instituições, ministérios e agências dedicadas à inovação, um impulso que é "bem-vindo em uma região onde o financiamento já não é um gargalo".

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