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19/05/2010 - 16h07

Funcionários públicos começarão mobilizações pelo corte salarial

EFE
Madri, 19 mai (EFE).- Os funcionários públicos espanhóis iniciarão nesta quinta-feira as primeiras mobilizações em todo o país para protestar contra o corte de salários anunciado pelo Governo, no mesmo dia em que o Executivo quer aprovar a medida em um Conselho de Ministros extraordinário.

Além disso, os sindicatos anunciaram que recorrerão à Justiça porque, na opinião deles, quebra o acordo de negociação coletiva da função pública e o capítulo dos orçamentos do Estado que definem o setor público e seu regime laboral.

No último dia 12, o presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou uma série de medidas econômicas drásticas com as quais o Executivo pretende reduzir o déficit, como um corte no salário dos funcionários, o congelamento das aposentadorias, a redução dos investimentos e a supressão da ajuda aos recém-nascidos.

Estas medidas serão aprovadas amanhã no Conselho ministerial, que aprovará o teto de despesa orçamentária para 2011, que será fortemente reduzido para continuar com o ajuste fiscal.

O aumento da dívida pública e as dificuldades para freá-la, o temor do contágio da crise grega em outros países e a instabilidade que tudo isso provocou nos mercados financeiros levaram à Espanha a adotar medidas drásticas a pedido da União Europeia.

Há dez dias, o Governo de Zapatero se comprometeu em Bruxelas em reduzir em 15 bilhões de euros o déficit previsto para este ano, mais 5 bilhões de euros em 2010 e outros 10 bilhões no seguinte ano.

O anúncio destas medidas gerou mal-estar e rejeição entre os trabalhadores, na oposição e nos sindicatos, que, além de convocar uma greve no setor público para 8 de junho, preparam mobilizações e não descartam greve geral.

Nesta quinta-feira, os trabalhadores públicos se concentrarão em frente à sede do Ministério da Economia e Fazenda, em Madri, e frente a todas as delegações e subdelegações do Governo da Espanha, enquanto o Conselho de Ministros aprova o decreto que inclui um corte salarial médio de 5%.

Segundo o dirigente da União Geral de Trabalhadores (UGT) Julio Lacuerda este sindicato comprovou que "há razões" para recorrer da medida e questionou em base legal do corte afete só aos empregados públicos que não estejam submetidos a convênios coletivos, excluindo aos trabalhadores de empresas estatais.

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