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24/05/2010 - 00h13

Começa diálogo estratégico de dois dias entre Pequim e Washington

EFE
Pequim, 24 mai (EFE).- A segunda reunião oficial do diálogo estratégico e econômico entre China e Estados Unidos foi inaugurada nesta segunda-feira no Grande Palácio do Povo de Pequim com um discurso do presidente da China, Hu Jintao, e termina amanhã na capital chinesa.

O vice-primeiro-ministro Wang Qishan e o Conselheiro de Estado, Dai Bingguo, representantes especiais de Hu, vão co-presidir as sessões de dois dias que celebrarão com os enviados do presidente dos EUA, Barack Obama, liderados pela Secretária de Estado, Hillary Clinton, pelo Secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e pelo de Comércio, Gary Locke.

Enquanto Geithner defenderá os interesses econômicos dos EUA, Hillary coordenará a agenda estratégica entre Pequim e Washington, com tensões cruzadas em assuntos como Coreia do Norte e Locke se ocupará de buscar vias para reduzir o déficit comercial americano.

Segundo disse à imprensa o vice-ministro de Assuntos Exteriores chinês, Cui Tiankai, Pequim trabalhará com os EUA para obter resultados positivos da segunda reunião de seu diálogo bilateral ao mais alto nível.

Meia centena de altos funcionários de cerca de 40 departamentos governamentais de ambos os países lhes assistirão nas conversas que, segundo fontes americanas em Pequim, incluirão desde a segurança regional e internacional à energia, ao comércio e à saúde.

Segundo informou hoje a agência oficial "Xinhua", o diálogo estratégico, estabelecido para fortalecer o entendimento e a confiança mútua, abrangerá nesta ocasião um amplo leque de assuntos, desde os bilaterais aos globais.

Enquanto Washington acredita em melhorar o comércio bilateral com Pequim, segundo disse ontem Locke na cidade portuária de Tianjin, Pequim afirma que a redução do déficit comercial bilateral passa pela venda de mais alta tecnologia americana à China.

Executivos de 24 companhias de energia limpa, entre elas, General Electric, First Solar e Boeing viajaram também para a China por ocasião da nova fase do diálogo estratégico para tentar impulsionar a venda de serviços e produtos relativos às energias limpas.

Trata-se da primeira missão comercial do Governo do presidente Obama, que prometeu duplicar as exportações e criar dois milhões de postos de trabalho até 2015.

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