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25/05/2010 - 10h52

EUA não conseguem nenhum compromisso concreto com a China sobre o iuane

EFE
Pequim, 25 mai (EFE).- Os Estados Unidos não conseguiram nenhum compromisso concreto da China a respeito da valorização do iene, o principal ponto econômico da agenda entre Washington e Pequim.

"Trabalhamos para fazer com que os líderes chineses vejam que têm que permitir que o tipo cambial (do iuane) reflita a realidade do mercado", disse hoje o secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

O representante americano compareceu ao término do segundo e último dia do Diálogo Estratégico e Econômico que a China e os Estados Unidos mantiveram em Pequim.

Nesta segunda-feira, na inauguração do Diálogo, o presidente da China, Hu Jintao, reiterou a postura de seu Governo de estar aberto a uma valorização, mas sempre sob os princípios da "independência, controle e em processo gradual".

Na prática, o discurso de Hu desvincula Pequim de uma data ou compromisso para a esperada valorização.

Há meses Washington denuncia que o Governo chinês mantém sua divisa artificialmente depreciada para proteger a sua indústria exportadora, o que repercute na recuperação americana.

Geithner também se referiu à revisão aceita por Pequim da norma sobre "tecnologia indígena" (pesquisa e desenvolvimento local) que, segundo Washington, discriminava as companhias estrangeiras.

"Esta nova minuta é menos discriminatória e protege os direitos de propriedade intelectual (das companhias estrangeiras)", explicou.

Por outro lado, a China e os Estados Unidos entraram em acordo com Pequim em oferecer seu apoio às medidas europeias para frear os problemas com sua dívida soberana.

"A China e os Estados Unidos concordaram em apoiar os programas que os países europeus estão fazendo para resistir a esta crise", explicou.

Além disso, as duas potências também anunciaram na capital chinesa a assinatura de sete acordos econômicos, que incluem temas alfandegários, energéticos, comerciais, nucleares e de saúde.

Em geral, Geithner qualificou a reunião de "um bom diálogo", mas lamentou não ter conseguido acordos concretos em temas bilaterais importantes.

"São progressos, mas não resolvem todas nossas preocupações", concluiu o secretário do Tesouro.

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