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25/05/2010 - 15h25

Pré-candidatos à Presidência debatem economia em encontro da CNI

EFE
Brasília, 25 mai (EFE).- Os pré-candidatos à Presidência José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) defenderam hoje as atuais bases da política econômica nacional, em uma sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apesar de terem demonstrado tênues diferenças.

Os três pré-candidatos à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva participaram de um encontro com membros da CNI, diante dos quais apresentaram individualmente um esboço de seus planos econômicos caso vençam as eleições em outubro.

Antes de seus discursos, os candidatos escutaram as queixas de representantes da CNI sobre a valorização do real, as altas taxas de juros, os elevados custos trabalhistas, a excessiva burocracia e a baixa qualidade da educação. A maior crítica foi à alta carga tributária.

Dilma defendeu o atual Governo, mas admitiu que a reforma tributária ainda é um assunto pendente.

A pré-candidata do PT afirmou que a "situação tributária no Brasil é caótica" e afirmou que avançar rumo a uma reforma que reduza a pesada carga é "estratégico no momento", mas não determinou qual seria sua proposta.

Dilma também propôs adotar medidas para melhorar o apoio às pequenas e médias empresas e sugeriu a possível criação de um ministério específico para o setor.

Já Serra citou as dificuldades da carga tributária para o setor industrial, considerada por ele a "mais alta entre todos os países emergentes" e que agrava a perda de competitividade gerada pela valorização do real frente ao dólar.

"Há uma distorção muito grande na economia devido ao câmbio e aos altos juros", disse o pré-candidato do PSDB.

Ao contrário de Dilma, que defendeu a atual política de "dólar flutuante", Serra sustentou que a política monetária deve ser usada em determinadas situações para ajudar a indústria local, e assegurou que, combinada com cortes no gasto público e reduções tributárias, pode ajudar o Brasil a "decolar rumo ao desenvolvimento".

Dilma e Serra concordaram sobre as principais linhas da política econômica no Brasil. Os três pré-candidatos se comprometeram a manter a inflação controlada, metas de superávit fiscal e uma maior disciplina na despesa, além de encorajar o investimento público e privado.

Marina disse que o Brasil "não pode crescer mais" enquanto não adotar políticas públicas de "responsabilidade ambiental".

Segundo a pré-candidata do PV, não basta perseguir o crescimento econômico, mas a meta nacional deve ser criar um país que seja "economicamente próspero, socialmente justo, ambientalmente sustentável, politicamente democrático e culturalmente diverso".

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