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26/05/2010 - 14h51

Brasil diz que possíveis medidas restritivas argentinas terão resposta

EFE
Rio de Janeiro, 26 mai (EFE).- O Governo diz que desconhece por enquanto as possíveis medidas da Argentina para restringir a importação de alimentos do Brasil, mas adverte que responderá da mesma forma caso elas se confirmem.

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, disse que o Governo não tem confirmação oficial de que a Argentina tenha intenção de impor restrições à importação de qualquer tipo de produto de origem brasileira.

Em qualquer caso, Barral afirmou que "a orientação é dar reciprocidade" e que sua decisão "será fundamentada".

"O princípio do Governo brasileiro em suas relações internacionais é a reciprocidade. O Brasil também tem um mecanismo eletrônico de controle de importações", disse.

O secretário se referiu ao assunto na entrevista coletiva que concedeu na sede da Chancelaria brasileira após a abertura do I Seminário Internacional sobre Defesa Comercial, um evento que conta com participantes da Argentina, Estados Unidos, África do Sul, União Europeia e da Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o secretário, a retenção na fronteira argentina de oito caminhões brasileiros carregados com alimentos não pode ser interpretada como uma restrição aos produtos do país já que diariamente passam 500 caminhões pela fronteira.

Segundo Barral, apesar das divergências comerciais do ano passado devido à decisão da Argentina de impor formas não-automáticas de importação, o comércio entre os dois países cresceu cerca de 50%.

As possíveis restrições argentinas ao ingresso de alimentos foram atribuídas ao secretário de comércio interior da Argentina, Guillermo Moreno, mas até agora não foram anunciadas oficialmente.

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, já tinha manifestado na semana passada sua preocupação com uma possível medida restritiva.

"Não é porque o sub do sub (em referência a um funcionário de níveis inferiores) teve uma ideia extravagante que nós vamos tomar medidas", afirmou Barral.

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