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26/05/2010 - 17h14

FMI pede reformas econômicas mais ambiciosas à Itália

EFE
Washington, 26 mai (EFE).- O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) respaldou hoje o plano de austeridade da Itália, mas pediu um programa "mais ambicioso" de reformas, particularmente no sistema judiciário.

O Conselho Executivo do FMI, que é o órgão que toma suas decisões no dia a dia, fez seus comentários no fim da revisão anual da economia italiana.

Em declaração por escrito, louvou as medidas de ajuste fiscal anunciadas pelo Governo ontem, com as quais o país pretende economizar 24 bilhões de euros entre 2011 e 2013.

O Conselho disse que entre elas é "chave" a contenção da despesa em conceito do salário dos funcionários públicos e também destacou a vigilância das contas das regiões.

Com as novas medidas, a Itália pretende colocar o déficit público abaixo dos 3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.

O FMI prevê que este ano o déficit deve passar para os 5,2% e que sua dívida superará os 118% do PIB, uma das cargas mais altas do mundo.

Alguns dos membros do Conselho sugeriram à Itália que antecipe o aumento da idade de aposentadoria - o Governo anunciou na terça-feira que elevará progressivamente a idade da aposentadoria das mulheres até os 65 anos em 2016, frente aos 60 anos atuais.

O FMI foi mais crítico a respeito da agenda de reformas do país e pediu "um programa mais ambicioso". O Conselho pediu que o país adote medidas para aumentar a concorrência e a produtividade, assim como reduzir o alto custo de realizar negócios na Itália.

"A reforma da justiça civil, a agilização dos processos legais e o fortalecimento do estado de direito são fundamentais", disse o órgão.

Também pediu a vinculação dos salários com a produtividade, mais flexibilidade e mobilidade laboral.

O Conselho advertiu, além disso, que os bancos italianos terão que captar mais capital porque as reformas financeiras internacionais previsivelmente exigirão manter mais reservas e porque é provável que a inadimplência aumente.

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