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28/05/2010 - 12h44

Sabotagem contra expresso Calcutá-Mumbai deixa ao menos 71 mortos

EFE
Nova Délhi, 28 mai (EFE).- Ao menos 71 pessoas morreram e 149 ficaram feridas hoje depois que um trem de passageiros descarrilou no estado indiano de Bengala devido a uma suposta sabotagem atribuída a guerrilha maoísta, O expresso une Calcutá (nordeste) com Mumbai (oeste) e 13 de seus vagões descarrilaram. Vários deles tombaram e foram atropelados por um trem de mercadorias que ia na direção contrária. O acidente aconteceu por volta das 1h15 locais (16h45 de quinta-feira, Brasília), segundo um comunicado do Ministério de Ferrovias.

A tragédia ocorreu a cerca de 135 quilômetros de Calcutá, capital de Bengala, perto de Kharagpur, em um distrito com forte presença da guerrilha maoísta.

Até o momento 71 corpos foram resgatados pelas equipes de emergência, disse o porta-voz regional das Ferrovias, Sumitra Majumda. Ele também afirmou que o acidente deixou 149 feridos, "a maioria dos quais se encontram em estado crítico".

As buscam seguem e o número de mortos pode aumentar, precisou Majumda.

Em comunicado, o ministro do Interior da Índia, P. Chidambaram, informou que o acidente "parece ser um caso de sabotagem já que uma porção da via havia sido removida". Ele acrescentou que "não está claro se foram usados explosivos".

A ministra de Ferrovias, a bengali Mamata Banerjee, foi uma das primeiras a chegar ao local e afirmou que o acidente foi fruto da explosão de uma bomba e assumiu que se trata de uma ação maoísta.

"O descarrilamento ocorreu devido à explosão de uma bomba que fez uma porção da via saltar pelos ares", afirmou.

O porta-voz de Ferrovias afirmou que sua empresa "reitera a versão do motorista, que disse que houve uma explosão que descarrilou o trem de passageiros".

Majumdar lembrou que os maoístas "dominam a área e tinham anunciado uma 'semana negra', portanto as suspeitas apontam para eles", apesar de acrescentar que só a investigação da Polícia poderá determinar o que ocorreu.

A guerrilha maoísta, conhecida na Índia como "naxalita", foi declarada a principal ameaça para a segurança interna do país pelo chefe de Governo, Manmohan Singh.

Os "naxalitas" estão concentrados no chamado "cinto vermelho", uma faixa que vai do centro ao leste da Índia onde eles mantêm vários campos de treinamento e buscam o apoio dos camponeses para implantar uma revolução agrária de corte comunista.

No dia 17, cerca de 30 pessoas morreram na explosão de um ônibus em que viajavam civis e membros de uma milícia policial no distrito de Dantewada do estado de Chhattisgarh (centro-leste), outro com grande presença maoísta.

A explosão do veículo aconteceu no mesmo distrito em que a guerrilha "naxalita" tinha executado sua ação mais mortífera: uma emboscada realizada no dia 6 de abril que causou a morte de 76 membros das forças de segurança do Governo indiano.

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