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29/05/2010 - 14h21

Com foco na igualdade, Cepal inicia no domingo conferência em Brasília

EFE
Brasília, 29 mai (EFE).- A conferência da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) abre neste domingo, em Brasília, seu 33º período de sessões, com a apresentação de um programa focado em reduzir as desigualdades no desenvolvimento.

O evento será aberto pela secretária executiva do organismo, a mexicana Alicia Bárcena, em cerimônia com a presença do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Nos três dias de sessões, que terminam na terça-feira com um discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também se espera a presença do presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, anfitrião da última conferência, realizada em 2008.

É esperada a participação de cerca 500 representantes de Governos e organismos multilaterais.

Segundo a instituição, nesses três dias será debatido o documento "A Hora da Igualdade: brechas a fechar, caminhos por abrir", que propõe uma visão integrada para o futuro da América Latina e do Caribe, baseado em um diagnóstico detalhado da situação atual e nos problemas de desenvolvimento da região.

A Cepal antecipou que o documento representa uma espécie de guia regional, que situa a "igualdade no centro de uma agenda de desenvolvimento baseada em uma nova equação entre o Estado, o mercado e a sociedade, em benefício dos povos".

Além disso, os representantes dos 44 Estados-membros e outros nove associados à Cepal analisarão a cooperação no eixo sul-sul e estabelecerão as prioridades do organismo para o próximo biênio.

A cooperação sul-sul é avaliada pela instituição como "uma modalidade alternativa", que nos últimos anos ajudou a um maior desenvolvimento em países de baixa e média renda, como Equador, Bolívia, El Salvador, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru e a República Dominicana.

Outro assunto na agenda será a crise financeira global de 2008 e a análise de seu impacto nos países da América Latina e no Caribe, que não escaparam dos efeitos da redução da oferta de financiamento, tanto no âmbito internacional, como no regional e nacional.

Em um documento divulgado na semana passada, a Cepal indicou que, devido a essa crise, os fluxos financeiros privados e os fluxos de remessas dirigidos à América Latina e o Caribe se viram "severamente afetados" e ainda "não há indícios" de quando começarão a se recuperar.

Nesse mesmo estudo, o organismo previu que, em consequência da crise, a queda da atividade econômica em países que operam como doadores nos organismos de cooperação internacional reduzirá as contribuições, o que se sentirá especialmente nas nações com menor grau de desenvolvimento.

Embora não figure na agenda oficial do encontro, a Cepal também prevê analisar o impacto da atual crise na zona do euro, que pode agravar ainda mais a situação gerada pelas turbulências de 2008.

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