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31/05/2010 - 13h34

Irã aceita regime de inspeções da AIEA, segundo relatório

EFE
Viena, 31 mai (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) reiterou hoje sua preocupação sobre as possíveis dimensões militares do controverso programa nuclear do Irã, mas reconheceu que Teerã melhorou alguns aspectos de sua cooperação técnica com a agência das Nações Unidas.

Em um relatório restrito, emitido em Viena, o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano, assegura que o Irã continua violando todas as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho de Governadores da agência.

Sobre a polêmica decisão de enriquecer urânio a 20%, o Irã aceitou permitir um estrito regime de inspeções da AIEA, que inclui visitas não anunciadas.

O enriquecimento de urânio a 20% foi anunciado pelo Irã em fevereiro, com o objetivo de fabricar combustível nuclear a ser utilizado em um reator científico em Teerã.

Em um primeiro momento, a AIEA criticou o fato de o Irã não ter dado o tempo suficiente para instalar as medidas de vigilância na central, situada em Natanaz, no centro do país.

Os iranianos aceitaram um complexo sistema de inspeções, que um diplomata próximo à AIEA considerou hoje em Viena como "satisfatório" para o organismo.

O acordo prevê, entre outras medidas, inspeções sem aviso prévio duas vezes por mês, assim como outras regulares, com as quais os especialistas da AIEA poderiam visitar a central "uma vez por semana", destacou a fonte.

A AIEA "continua preocupada pela possível existência de atividades nucleares não declaradas, no passado ou no presente, que envolvam organizações militares, incluindo atividades relacionadas ao desenvolvimento de uma carga nuclear para mísseis" no Irã, conclui o relatório de 9 páginas, ao qual a Agência Efe teve acesso.

O Irã enriqueceu 2.427 quilos de urânio até um nível inferior a 5%, segundo a apuração do organismo, 620 quilos a mais que há meio ano.

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