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04/06/2010 - 10h49

Assembleia da paz afegã apoia plano de diálogo com talibãs

EFE
Cabul, 4 jun (EFE).- A assembleia ("jirga") da paz afegã deu hoje seu apoio ao plano de reconciliação do presidente Hamid Karzai e pediu ao movimento talibã que aceite o diálogo oferecido pelo Governo .

"Basta de guerra, deponham as armas. Qualquer demanda legítima será atendida", exortou o presidente da "jirga" - uma assembleia consultiva tradicional que acontece sob uma enorme tenta em uma universidade da capital -, o ex-chefe de Estado Burhanudin Rabbani.

"Queremos que a comunidade internacional, que fez a coalizão de guerra contra o terror, faça agora a coalizão da paz no Afeganistão", completou Rabbani.

O vice-presidente da "jirga", Qeyamuddin Kashaf, leu os principais pontos dentre os 200 aprovados pela assembleia, todos de caráter não vinculativo e que apóiam algumas das ideias já propostas por Karzai para iniciar o diálogo.

A assembleia recomendou a criação de um "mecanismo de negociações" por meio de uma "comissão de reconciliação" de alto nível que dialogue com o movimento talibã.

"Pedimos a todas as partes envolvidas no conflito que deixem para trás suas condições, mostrem boa vontade pela paz e dialoguem", leu Kashaf.

"Os opositores devem deixar de lutar imediatamente e desligar-se da Al Qaeda", exigiu a "jirga".

A assembleia recomendou ao Governo afegão e às potências estrangeiras que libertem "os prisioneiros talibãs capturados por relatórios errôneos" e que "garantam a vida" daqueles que decidirem abandonar as fileiras talibãs.

Pediu ainda que nomes de insurgentes sejam retirados de listas de sancionados da ONU por terem vínculos com organizações terroristas.

A declaração solicita às tropas estrangeiras que "parem com as batidas ilegais em casas e os bombardeios a civis", além de pedir o apoio internacional ao Afeganistão.

"Vossa declaração é completa. Chamastes os talibãs a unirem-se à paz, eu faço a mesma também ao Hizb-e-Islami (grupo insurgente), para que aproveitem esta oportunidade e unam-se à paz", disse Karzai.

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