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04/06/2010 - 13h39

Com 431 mil novas vagas, desemprego nos EUA cai para 9,7%

EFE
(Atualiza com mais dados econômicos)
Washington, 4 jun (EFE).- A economia americana criou 431 mil novos postos de trabalho em maio, número inferior a previsão dos analistas, e a taxa de desemprego caiu para 9,7%, segundo informou hoje o Governo.

A maior economia do mundo, que em abril criou 290 mil novas vagas, se beneficiou em maio do aumento no número dos funcionários temporários contratados pelo Censo, que atualmente computa todos os residentes nos Estados Unidos.

Os números de abril indicam uma consolidação no mercado de trabalho da reativação econômica dos EUA, após a recessão mais profunda e prolongada em sete décadas, com uma perda líquida de mais de 8 milhões de empregos.

Em uma década, este é o maior número de novos postos. Somado ao relatório, o temor pela alta dívida nos países europeus, derrubou os índices das bolsas de valores.

Após duas horas de negociação, o Dow Jones Industrial, índice mais importante de Wall Street, perdia 216,29 pontos (2,11%), aos 10.038,99 pontos.

Os dados de desemprego de maio foram piores do que o antecipado pelos analistas.

A taxa de desemprego caiu dois décimos em maio, para os 9,7%, um décimo acima do previsto pelos analistas, mas foi em consequência dos 322 mil que saíram do mercado.

No total, 15 milhões de americanos não conseguiram encontrar trabalho no mês passado, frente aos 139,4 milhões tinham.

No período, as empresas privadas só incorporaram 41 mil pessoas, o pior dado desde janeiro e um resultado mais desfavorável do que as 231 mil contratações de abril.

Em maio, novas oportunidades foram abertas na indústria manufatureira, para trabalho temporário e mineração, enquanto caiu o emprego na construção, segundo o relatório.

O Departamento de Trabalho reduziu em 22 mil o cálculo inicial de empregos criados em março, para os 208 mil, e manteve os 290 mil de abril.

Ao contrário de Wall Street, o presidente americano Barack Obama acolheu de forma positiva o relatório e ressaltou que maio voltou a ser "outro mês de geração de emprego no setor privado".

Nem tudo forma dados negativos. O número de horas trabalhadas e a remuneração média subiram 0,3% com relação a abril.

Além disso, o número de pessoas desempregadas ou que trabalham em meio turno porque não encontram um emprego a tempo completo caiu de 17,1% para 16,6%.

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