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11/06/2010 - 08h18

Ações da BP sobem mais de 5% na Bolsa de Londres

EFE
Londres, 11 jun (EFE).- As ações da companhia petrolífera britânica BP recuperaram hoje parte das perdas sofridas nos últimos dias ao subirem mais de 5% nas primeiras horas de cotação na Bolsa de Londres.

O valor acionário da BP caiu praticamente à metade desde o dia 20 de abril, quando aconteceu uma explosão em sua plataforma Deepwater Horizon do Golfo do México (EUA). O acidente deixou 11 pessoas mortas e deu lugar ao maior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos com graves consequências para o meio ambiente.

A empresa foi objeto de duras acusações por parte do Governo americano, que reivindica que arque com todas as despesas, indenizações, subsídios e multas que possam derivar desse fato.

O jornal "Financial Times" faz eco hoje à preocupação dos acionistas em Londres pelo alcance e o caráter das reivindicações do Governo dos EUA, que insinuou, entre outras coisas, que a BP deveria assumir inclusive os subsídios dos trabalhadores que perderam seu emprego por causa da moratória contra mais explorações no Golfo, enquanto se resolve a situação causada pelo vazamento.

Os pedidos e acusações do Executivo americano causaram mal-estar nos círculos políticos e empresariais do Reino Unido e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, deve tratar do assunto por telefone com o presidente Barack Obama neste fim de semana.

Os investidores também estão preocupados com o financeiro da crise na companhia e temem que ela seja obrigada a cortar ou adiar o pagamento de dividendos previsto para o dia 27 de julho.

O FT assinala que a BP partia, para fazer frente à situação, de uma boa posição financeira, com uma dívida abaixo de seus objetivos de 20% e 30% do capital empregado.

Isto lhe daria margem para pedir emprestados US$ 18 bilhões antes de tocar esse teto.

As previsões dos analistas do Citigroup eram que sua liquidez ia melhorar no próximo ano em US$ 12 bilhões, mas esse número se baseava em um preço do petróleo de US$ 80 por barril, acima da cotação atual.

O resultado de tudo é que se o custo de sanar o vazamento subir para US$ 40 bilhões, como sugerem alguns analistas, em sua maioria por multas e indenizações, a capacidade da empresa de gerar liquidez pode ser soterrada.

A possibilidade de que a Administração americana siga aumentando sua pressão e reivindicações faz com que a direção da BP e seus acionistas pensem, inclusive, na última opção: que a empresa tenha que ser comprada.

O jornal afirma que dificilmente os Estados Unidos irão deixar de pressionar a BP antes das eleições do Congresso em novembro quando, possivelmente, com o vazamento provavelmente solucionado, se parta para o atendimento à BP.

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