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11/06/2010 - 08h57

Ahmadinejad acusa aos EUA de apoiarem Israel

EFE
Xangai (China), 11 jun (EFE).- O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, acusou hoje aos Estados Unidos de serem "governados por sionistas" e de apoiar Israel apesar de seus ataques no Líbano e em Gaza e de seu ataque ao comboio humanitário, no qual morreram nove civis turcos.

"Se atacam o Líbano, os Estados Unidos apoiam; se atacam Gaza, os americanos apoiam, e se atacam a 'caravana da paz' no mar, a Administração americana está por trás", assegurou em entrevista coletiva, onde participou à realização do Dia do Irã na Expo Xangai 2010.

"Hoje este regime sionista (Israel) é o mais odiado do mundo", e os Estados Unidos continuam apoiando apesar da "opressão" e das "brutalidades" cometidas no Oriente Médio, ressaltou.

"A administração dos Estados Unidos sacrificou os interesses de seu povo pelos dos sionistas", acrescentou, ao ressaltar que Israel "quer controlar o planeta", mas "já não é capaz de realizar sua missão".

Ahmadinejad acusou de "imaturidade" o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, depois que o Conselho de Segurança da ONU aprovasse na quarta-feira novas sanções contra o Irã.

"Talvez (Obama) seja muito imaturo, e acho que não conhece muito bem o mundo, nem está muito familiarizado com os assuntos políticos", disse.

EUA "se consideram os donos do mundo, e mantêm uma mentalidade da época colonial", com uma "política atrasada mentalmente" que explica seus "hábitos de agressividade", já que sua economia "está baseada na agressão".

Obama, segundo Ahmadinejad, "não tem autoridade suficiente" e já "não é o que toma as decisões" no mundo, por isso que "sabe que essa resolução não terá efeitos", salvo o de "impulsionar nosso próprio desenvolvimento científico".

O líder iraniano negou a capacidade dos EUA de liderarem a política internacional, por isso que a resolução da ONU "é uma derrota e um escândalo".

"Os que deveriam ser expulsos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) são os Estados Unidos em primeiro lugar, um país que construiu a bomba nuclear, que a usou e que continua intimidando outras nações", concluiu.

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