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11/06/2010 - 13h40

Aumenta o número de crianças trabalhadoras na África Subsaariana

EFE
Genebra, 11 jun (EFE).- O número de crianças vítimas do trabalho infantil diminuiu de maneira geral no mundo, mas aumentou na África Subsaariana, onde mais de um quarto das crianças são exploradas em alguma atividade lucrativa.

Os dados mais recentes indicam que piorou o percentual de crianças que trabalham na África Subsaariana, um em cada quatro - a pior taxa do mundo -, declarou hoje a assessora para a proteção infantil do Unicef, Johanne Dunn.

Amanhã é o Dia Contra o Trabalho Infantil, um fenômeno que afeta a segurança e as possibilidades de educação de, pelo menos, 150 milhões de crianças entre cinco e 14 anos no mundo.

Dunn reconheceu que tem claro que esse número é subestimado porque as crianças órfãs, imigrantes e as que trabalham no serviço doméstico ou são vítimas de exploração sexual são uma "parte invisível" desta problemática e costumam ficar de fora das estatísticas.

Este cálculo, que um em cada quatro crianças trabalha na África Subsaariana, supera a segunda região que apresenta o pior indicador: Ásia-Pacífico, com um em cada oito crianças, enquanto na América Latina e no Caribe é de um em cada dez.

O agravamento da situação infantil, apesar das campanhas nacionais e internacionais para melhorá-la, também se reflete no fato de que "o número de crianças que combinam trabalho e escola subiu em algumas regiões até três vezes", disse Dunn.

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