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15/06/2010 - 16h15

Lula cede a pressões e aprova reajuste de 7,7% para aposentados

EFE
Brasília, 15 jun (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje a lei que concede um reajuste de 7,7% às aposentadorias acima de um salário mínimo, pressionado por seus próprios aliados políticos em pleno ano eleitoral.

Apesar de o presidente ter advertido que não aprovaria nenhuma medida que colocasse em risco as metas de ajuste fiscal que o Governo impôs para este ano, Lula sancionou a lei que, inicialmente, pretendia vetar e à qual seus assessores econômicos se opuseram.

"Venceu a ação política do Congresso em ano de eleição, mas a equipe econômica não foi derrotada", disse o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, ao anunciar a decisão de Lula em declarações a jornalistas.

Vaccarezza admitiu que os partidos que apoiam o Governo no Congresso temiam que um veto presidencial a um reajuste superior ao proposto pelo Executivo pudesse gerar reações negativas dos aposentados em pleno ano eleitoral, que poderiam afetar a candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff.

"O presidente satisfez os aposentados porque já foi criada uma expectativa muito grande", acrescentou Vaccarezza, ao resumir as discussões desta terça-feira na reunião em que Lula tomou a decisão e que dividiram assessores da área econômica que defendiam o veto e aliados políticos que queriam a aprovação do reajuste.

Segundo o ministro da Fazenda Guido Mantega, "o presidente fez uma pergunta clara: 'se a fazenda tinha a condição de manter o equilíbrio fiscal'".

"Vai doer, mas vamos manter o resultado fiscal deste ano", disse Mantega.

O ministro explicou que o aumento das despesas com o reajuste será compensado com um novo corte no orçamento, principalmente em obras públicas.

"Além dos cortes que já fizemos no orçamento deste ano, de R$ 10 bilhões, vamos cortar outros R$ 1,6 bilhão", disse Mantega, em declarações a jornalistas.

Esse valor representa o custo adicional calculado pelo Governo para elevar as aposentadorias na porcentagem aprovada pelo Congresso e sancionado por Lula.

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