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15/06/2010 - 15h26

Portugal Telecom analisa proposta da Telefónica do dividendos da Vivo

EFE
Lisboa, 15 jun (EFE).- Portugal Telecom (PT) informou hoje que analisa o pedido da Telefónica para que os acionistas da empresa lusa votem a distribuição de dividendos extraordinários em caso que aceitarem a venda da brasileira Vivo à companhia espanhola.

Em comunicado divulgado em Lisboa, a PT confirmou a recepção da solicitação da Telefónica para que a proposta sobre o dividendo se inclua na ordem do dia da assembleia de acionistas que o próximo dia 30 se pronunciará sobre a oferta de 30% de Vivo à empresa espanhola.

Segundo PT, o pedido está "sendo analisada" pela presidência da mesa da assembleia geral, cujo único ponto de debate é por enquanto a oferta de 6,5 bilhões de euros feita pela Telefónica para fazer-se com as ações da PT a Vivo e obter o controle da companhia brasileira.

Em uma nota ao regulador espanhol, Telefónica, cuja participação no capital na PT é de 8,51%, tinha anunciado que sua proposta sobre o dividendo extraordinário tinha como objetivo o "reforço" da atual política de retribuição ao acionista da empresa lusa.

O pedido defende o pagamento do dividendo complementar e extraordinário, no ano de 2010, se for aprovada a oferta da operadora espanhola pela Vivo.

O valor deste dividendo seria de 1 euro por ação ou mais, se assim o propor o Conselho de Administração da companhia lusa.

No entanto, os diretores da PT, que se opõem à venda da Vivo, informaram na semana passada aos acionistas que se a operação for aceita o aporte pode não ser destinado aos dividendos extraordinários e poderia ser revertido para investimento, recompra de ações ou financiamento, entre outras possibilidades.

Entre os principais acionistas da PT estão, além da Telefónica, o grupo financeiro português Espírito Santo (7,99%), Brandes Investment Partners (7,89%), o banco público luso Caixa Geral de Depósitos (7,30%) e o conglomerado português Ongoing (6,74).

A companhia liderada por Zeinal Bava se mostrou publicamente contra da venda de sua participação ao Vivo, a maior operadora de celular do Brasil, que considera "estratégico" e de maior valor para Telefónica que os 6,5 bilhões de euros oferecidos.

Também o Governo luso, que tem na companhia ações com direitos especiais, se mostrou propício a manter o investimento no Brasil embora não revelou se recorrerá a seu poder de veto na assembleia do dia 30.

Os principais acionistas portugueses de PT se mostraram também favoráveis a manter as ações da Vivo e o presidente do grupo Ongoing, Nuno Vasconcellos, defendeu publicamente que não vendam esses ativos à operadora espanhola nas condições atuais.

Telefónica aumentou há duas semanas sua oferta inicial de 11 de maio, que era por 5,7 bilhões de euros, para os 6,5 bilhões de euros para fazer com 100% da Brasilcel, a empresa com a qual PT e Telefónica controlam juntos 60% da Vivo.

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