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25/06/2010 - 19h57

Líderes do G8 insistem em diferenças sobre consolidação fiscal

EFE
Toronto (Canadá), 25 jun (EFE).- Os líderes do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados mais a Rússia) reunidos em Muskoka, no Canadá, deixaram claras suas diferenças sobre a necessidade de cortar seus déficits ou de manter o estimulo econômico.

O assunto deve ser um dos eixos centrais da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), que começa no sábado em Toronto, mas os líderes dos G8 não puderam evitar debater o tema.

O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, discutiu o tema com David Cameron, do Reino Unido, às portas do luxuoso complexo hoteleiro nos lagos de Muskoka, onde é realizada a cúpula do G8.

Harper felicitou Cameron pelo recente corte de despesas aprovado em seu país e disse que as medidas adotadas por Londres e outros Governos europeus, como os de Espanha e Itália, "sublinham a verdadeira consolidação orçamentária" que o Canadá quer promover na cúpula do G20, no fim de semana, em Toronto.

"Apreciamos as decisões difíceis e responsáveis tomadas a respeito", disse Harper, que deve pedir aos países com as maiores dívidas que se comprometam a reduzi-las pela metade em três anos.

Cameron respondeu que o corte de despesas "é o que tinha que fazer" para enfrentar "os desequilíbrios" no Reino Unido.

Mas nem todos concordam com eles. O presidente americano, Barack Obama, enviou no sábado uma carta prévia à cúpula a seus colegas do G20, na qual advertia sobe os riscos de retirar os estímulos fiscais de maneira precipitada, porque poderia frear a recuperação econômica.

No entanto, Harper enviou de forma paralela uma carta pedindo que os países fixassem suas próprias metas de redução de dívida.

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