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25/06/2010 - 16h56

Repsol firma contrato para construir planta de gás na Argentina

EFE
La Paz, 25 jun (EFE).- A companhia espanhola Repsol YPF e seus parceiros British Gas (BG) e Pan American Energy (PAE) assinaram hoje um contrato para construir uma planta de gás no sul da Bolívia a fim de assegurar o aumento de exportação de gás à Argentina.

Em comunicado, a filial boliviana de Repsol informou que a planta será construída no megacampo de gás Margarita, situado no bloco Caipipendi, no sul da Bolívia, onde está a zona mais rica em hidrocarbonetos deste país.

O convênio foi assinado em escritórios da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) na cidade de Santa Cruz de la Sierra pelo principal executivo da Repsol na Bolívia, Luis García Sánchez, e empresários da espanhola Técnicas Reunidas, que construirá a planta em 20 meses junto de empresas locais.

A construção da planta e outras obras demandarão para as empresas petrolíferas um investimento inicial de US$ 500 milhões para desenvolver o gás de Margarita e do campo vizinho Huacaya, a fim de subir o volume de produção nessas zonas desde 2 milhões de metros cúbicos diários até 8 milhões em 2012.

"Os campos Margarita e Huacaya, operados pela Repsol, se transformarão no principal eixo de abastecimento de gás boliviano à Argentina", assinala o comunicado da companhia petrolífera espanhola.

O consórcio do bloco Caipipendi está operado por Repsol, que conta com uma participação do 37,5%, e cujos sócios são BG, com outro 37,5%m e Pan American Energy, com o restante 25%.

O presidente de YPFB, Carlos Villegas, assistiu à assinatura do contrato e agradeceu o investimento das petrolíferas porque, segundo disse, era um convênio esperado com "ansiedade" e permitirá a subida do setor de hidrocarbonetos no país.

García Sánchez destacou que as empresas querem ser sócias para o desenvolvimento da Bolívia e ressaltou o fato de que este projeto ajudará ao país a cumprir com seu contrato de gás com a Argentina, além de permitir a atenção de parte do mercado interno.

No futuro, o projeto coloca que a capacidade de processamento de gás aumente para 14 milhões de metros cúbicos diários até 2014, o que "permitirá aumentar de maneira importante" a produção de gás natural para a Bolívia e Argentina, segundo o comunicado da Repsol.

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