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01/07/2010 - 12h25

Klaus Regling toma as rédeas do fundo de resgate europeu

EFE
Bruxelas, 1 jul (EFE).- O economista alemão Klaus Regling, com ampla trajetória em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia, ocupou hoje seu posto à frente do fundo europeu de resgate, para o qual foi eleito pelos Governos do euro há um mês.

A partir de hoje, Regling é executivo-chefe da nova Facilidade Europeia de Estabilidade Financeira, que faz parte do mecanismo global de estabilização do euro, estipulado em maio para evitar o contágio da crise da dívida grega.

"A Facilidade Europeia de Estabilidade Financeira é uma parte integral do marco para salvaguardar a estabilidade financeira na Europa. É importante que tenhamos a capacidade financeira e técnica para fazer nosso trabalho, se for necessário, e eu estou pondo isto em andamento", disse Regling, em comunicado enviado hoje à imprensa.

A incumbência desta sociedade, com sede em Luxemburgo, é captar dinheiro barato do mercado, mediante a emissão de dívida garantida pelos sócios acionistas (os próprios Estados do euro), para emprestá-lo, por sua vez, aos países que não possam se financiar normalmente, como aconteceu sucedeu à Grécia, que já está sendo ajudada embora por outra via.

A facilidade será capaz de lançar bônus garantidos por Estados da zona do euro no valor de até 440 bilhões, do total de 750 bilhões do mecanismo de estabilização, para socorrer sócios em dificuldades.

No entanto, a ajuda será submetida a estritas condições impostas pela Comissão Europeia (CE), o Banco Central Europeu (BCE) e o FMI, assim como à aprovação do grupo do euro.

Além do executivo-chefe, a junta que dirigirá a facilidade será formada por representantes dos 16 Estados-membros da zona do euro, incluindo vice-ministros e secretários de Estado e diretores gerais dos departamentos de Finanças, enquanto o BCE e a Comissão Europeia terão um observador.

Diretor-geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia de 2001 a 2008, durante os mandatos dos comissários Pedro Solbes e Joaquín Almunia, Regling também ocupou cargos importantes no Ministério alemão de Finanças, assim como no setor privado.

Por enquanto, a facilidade não começou a funcionar e o comunicado de hoje explica que o marco legal estipulado para a mesma "entrará em vigor quando tenham completado seus compromissos a respeito da facilidade pelo menos cinco Estados-membros, que representem pelo menos dois terços do total de 440 bilhões de euros".

"Uma vez que os compromissos de garantias alcancem os 90% do total, a facilidade estará autorizada para lançar bônus no mercado", acrescenta.

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