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05/07/2010 - 14h03

FGV diz que 40% dos empresários pretendem aumentar capacidade produtiva

EFE
Rio de Janeiro, 5 jul (EFE).- Cerca de 40% dos empresários pretendem investir em projetos para aumentar sua capacidade produtiva este ano, segundo uma pesquisa divulgada hoje pelo centro privado de estudos econômicos Fundação Getulio Vargas (FGV).

Trata-se da segunda maior percentagem medida para este indicador desde que a FGV começou a fazer a pesquisa sobre as intenções de investimento em capital fixo dos empresários em 1998.

A projeção, feita em maio, só é superada pelos 50% alcançado no mesmo mês de 2008, antes que o Brasil começasse a sentir os efeitos da crise econômica mundial.

A FGV, principal centro privado de estudos econômicos do país, considera que o aumento da intenção de investimento dos industriais em capacidade produtiva está associado às boas perspectivas para o crescimento do setor neste ano.

Segundo uma pesquisa entre economistas de bancos divulgada hoje pelo Banco Central, o mercado prevê que o Brasil chegue neste ano a um crescimento de 7,2%, impulsionado principalmente pela expansão de 11,91% esperada para o setor industrial.

Segundo a Pesquisa de Investimento da Indústria, além dos 40% dos empresários que deve investir em capital fixo, 18% pretendem fazer investimentos para aumentar sua eficácia produtiva e outros 18% planejam substituir ou modernizar suas máquinas e equipamentos.

Só 14% dos empresários dizem não ter nenhum plano de investimento para este ano, o menor nível desde que a pesquisa começou a ser realizada.

De acordo com a pesquisa, a percentagem de empresários que disse ter encontrado dificuldades para realizar investimentos em capital fixo caiu de 87% em 2009 para 33% este ano.

Ano passado, quando o país enfrentou os maiores efeitos da crise mundial, os empresários não só sofreram com a queda da demanda externa, mas também com a redução do crédito.

O impedimento mais mencionado para investir este ano em capacidade produtiva foi a limitação de recursos próprios (42%), seguida pela alta carga tributária (26%), o custo do financiamento (26%) e a limitação do crédito (25%).

A percentagem de industriais que consideram a contração da demanda um impedimento para o investimento caiu de 50% ano passado para 20% este ano.

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