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20/07/2010 - 14h57

Portugal Telecom nega acordo para investir na Oi

EFE
Lisboa, 20 jul (EFE).- A Portugal Telecom negou hoje por meio se nota publicada em seu site que tenha chegado a algum tipo de acordo para investir na Oi.

A operadora diz em comunicado "não ter celebrado qualquer pré-acordo ou acordo tendo em vista a aquisição de uma participação social na Oi" e desmente notícias publicadas hoje em um jornal espanhol que diziam o contrário.

Na última sexta-feira, a Portugal Telecom pediu sem sucesso a prorrogação da oferta da Telefónica por seus 30% na Vivo. A companhia espanhola estava disposta a pagar 7,15 bilhões de euros na transação.

A oferta venceu no mesmo dia sem acordo por causa do bloqueio à operação por parte do Governo português, para quem a empresa portuguesa não deve sair do mercado brasileiro.

Os rumores sobre o desmentido acordo com a Oi levaram as ações da Portugal Telecom, que terminaram o pregão na bolsa de Lisboa com alta de 1,75%, a subir mais de 4% durante o dia.

O desmentido da operadora portuguesa foi divulgado depois do pregão.

A possibilidade de que parte da Oi fosse vendida à Portugal Telecom esteve na mira dos analistas portugueses como uma alternativa que permitiria à companhia portuguesa continuar no Brasil e vender sua parte na Vivo.

Por enquanto, não há nenhuma informação oficial por parte das empresas que confirme essa possibilidade no curto ou médio prazo. Ao mesmo tempo, as negociações entre Portugal Telecom e Telefónica sobre a venda da participação da primeira na Vivo continuam rompidas.

No sábado, a Portugal Telecom informou ao órgão regulador do mercado português que a Telefónica não tinha aceitado seu pedido de prolongar a oferta pela Vivo até o próximo dia 28 para buscar uma "solução positiva" para a operação.

Segundo a operadora portuguesa, as conversas com a companhia espanhola tinham transcorrido "de forma construtiva", mas a Telefónica manteve a decisão expressada dias antes por seu presidente, César Alierta, de não prolongar a oferta além da data limite de 16 de julho, já estendida duas semanas antes.

Enquanto o conselho de administração da Portugal Telecom negociava na sexta-feira como fechar a venda de sua parte na Vivo, o Governo português reiterou publicamente que mantinha seu veto à operação.

A venda de 50% da sociedade Brasilcel, com a qual Portugal Telecom e Telefónica controlam 60% da Vivo em partes iguais, foi aprovada em 30 de junho por 73,9% dos acionistas da empresa portuguesa.

Entretanto, o Estado português barrou a operação por meio de sua ação de ouro, em atitude considerada ilegal no último dia 8 pela Justiça europeia, o que não fez o país mudar de ideia.

A Telefónica divulgou na segunda-feira sua intenção de iniciar a dissolução da Brasilcel, o que permitiria à empresa tentar controlar a Vivo comprando mais títulos no mercado.

A última e terceira oferta da Telefónica para comprar a parte da Portugal Telecom na Vivo foi anunciada em 29 de junho. As duas anteriores vieram em 6 de maio (5,7 bilhões de euros) e 1º de junho (6,5 bilhões de euros).

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