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25/07/2010 - 12h24

Geithner diz que Governo não acredita no retorno da recessão

EFE
Washington, 25 jul (EFE).- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, descartou hoje que a economia do país sofra uma nova recessão como a dos últimos anos e considerou que, ao contrário, registrará um crescimento gradual nos próximos dois anos.

Em entrevista concedida ao programa "Meet the Press", da rede de televisão "NBC", Geithner afirmou com um taxativo "não" à pergunta do jornalista sobre se os EUA poderiam voltar à recessão em breve.

"O mais provável é que a economia cresça pouco a pouco ao longo dos próximos 24 meses", indicou o secretário do Tesouro.

Um dos grandes problemas que atravessa a economia americana é que, embora tenha retomado a via do crescimento, o desemprego continua elevado, sem reflexos que indiquem criação de novos postos de trabalho em um futuro próximo.

Na atualidade, o índice de desemprego nos EUA se encontra em 9,5%, e os números do Governo indicam que o próximo ano continuará acima de 9%.

Segundo Geithner, "vemos que o mercado do emprego começa a crescer. Também aumenta o investimento, as indústrias manufatureiras cobram força, as exportações melhoram. São sinais encorajadores, mas ainda fica um longo caminho pela frente".

Admitiu que a criação de emprego "não é tão rápida como seria necessário" e os empresários "são ainda muito cautelosos" na hora de novas contratações.

As declarações de Geithner ocorrem depois que na sexta-feira o Escritório de Gestão e Orçamento (OMB) da Casa Branca revisasse suas previsões para a economia americana e indicasse que o déficit fiscal dos EUA alcançará neste ano US$ 1,47 trilhão, acima dos US$ 1,4 trilhão registrado no ano anterior.

Esse número, um recorde para os EUA, equivale a 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

A OMB espera que ao longo deste ano alcance um crescimento econômico de 3,2%, enquanto para o próximo ano prevê déficit fiscal de US$ 1,42 trilhão e desemprego de 9%.

Com relação ao forte déficit fiscal, Geithner indicou que "é necessário que o setor privado dê a substituição ao Estado para escorar a recuperação" econômica.

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