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26/07/2010 - 13h53

Irã confirma que quer continuar a negociar sobre troca de urânio

EFE
(Atualiza com comunicado da AIEA e mais detalhes).

Viena, 26 jul (EFE).- O Irã entregou hoje em Viena à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uma carta na qual mostra sua disponibilidade em continuar negociando um acordo que permita a troca de urânio pouco enriquecido por combustível nuclear para um reator com fins científicos em Teerã.

O representante do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, confirmou a entrega da carta à Agência Efe.

"Em carta que entreguei ao senhor (Yukiya) Amano (presidente da AIEA), o informamos oficialmente que estamos dispostos a ter uma reunião o mais rápido possível, se as outras partes estiverem prontas, sem nenhuma condição", relatou o diplomata iraniano, em referência ao Grupo de Viena, formado por Estados Unidos, Rússia, França e a própria AIEA.

Segundo Soltanieh, Amano "deu as boas-vindas a este gesto positivo" por parte do Irã e assegurou que fará o possível para que a negociação sobre a troca de urânio avance.

"Estamos esperando uma resposta da outra parte", disse o iraniano, ao explicar que Amano entrará em contato com os países envolvidos e depois informará "quando e como" o encontro poderá acontecer.

Soltanieh insistiu em dizer que está disposto a realizar a reunião "a qualquer momento".

Por meio de um comunicado, a AIEA assegurou que a carta "em relação ao abastecimento de combustível nuclear para o reator científico de Teerã" já foi encaminhada para os Governos da França, Rússia e Estados Unidos, assim como para os da Turquia e do Brasil.

Estes dois últimos países fecharam em maio um acordo com Teerã segundo o qual o Irã cederia a um terceiro país 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido por meio da Turquia e teria de volta 120 quilos enriquecidos a 20%.

Brasil e Turquia renovaram ontem seu compromisso com o Irã para conseguir uma solução pacífica para a polêmica entre a república islâmica e a comunidade internacional.

O Irã já foi submetido a quatro rodadas de sanções internacionais pelo receio de que seu programa nuclear civil seja usado como disfarce de um programa militar.

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