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01/08/2010 - 19h30

Globovisión afirma que Polícia "tomou" residência de um de seus acionistas

EFE
Caracas, 1 ago (EFE).- Em um novo episódio, a emissora "Globovisión" da Venezuela assegurou hoje que a Polícia "tomou" hoje a residência de Nelson Mezerhane, um de seus principais acionistas e foragido da Justiça pela quebra supostamente fraudulenta de um banco de sua propriedade.

"A Guarda Nacional tomou a residência de Nelson Mezerhane, em Caracas. A advogada do empresário, Magaly Vásquez, denunciou que não foi permitido a ela entrar no imóvel e pediu ao Ministério Público que responda rapidamente sobre esse incidente", publicou a emissora em seu site.

O general responsável pela ação disse à advogada "que estava sendo realizado um trabalho de verificação de bens".

A operação ocorre depois de o presidente venezuelano, Hugo Chávez, dizer em 20 de julho que controlará 48,5% do capital da emissora, de linha editorial abertamente contrária ao Governo.

Mezerhane está foragido da Justiça, da mesma forma que o presidente da "Globovisión", Guillermo Zuloaga, este último acusado de usura e formação de quadrilha, por causa da suposta ocultação de um veículo para sua posterior venda a preços "inflacionados".

Ambos estão nos Estados Unidos e Chávez pediu publicamente ao Governo de Barack Obama que extradite o banqueiro, porque "ele é um ladrão que roubou dinheiro de venezuelanos".

O governante insistiu que espera tomar todas as propriedades de Mezerhane, entre estas sua participação na "Globovisión", para recuperar parte dos US$ 1,6 bilhão que calculou como este teria "roubado" dos 600 mil clientes do banco intervindo no início do ano.

Chávez também acredita que vá passar para o Estado 20% das ações que estavam em poder de um acionista falecido, alegando que os direitos de herança não existem nos contratos de concessão do espectro de redes de televisão.

Segundo o governante, com essa transferência de ações "ninguém poderá dizer" que seu Governo "está expropriando".

Ravell reitera que Executivo não conseguirá assumir os 10% das ações em seu poder, dos 20% que atribuiu à filha e herdeira de Luis Núñez e de 45% de Zuloaga.

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