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01/08/2010 - 07h13

"Homem do tempo" acusado de violação cobra 2,5 mi de euros de jornal alemão

EFE
Berlim, 1 ago (EFE).- O "homem do tempo" do canal "ARD" da televisão pública alemã, o suíço Jörg Kachelmann, de 52 anos e acusado de violar a sua ex-mulher, exige uma indenização de 2,5 milhões de euros do jornal "Bild", por publicar fotos suas e detalhes de sua vida privada nos quatro meses que passou em prisão preventiva.

Kachelmann, que saiu da prisão de Mannheim (sudoeste da Alemanha) na quinta-feira passada em meio a um furor midiático, insiste em sua inocência em entrevista publicada neste domingo pelo semanário "Der Spiegel", onde justifica sua reivindicação.

O meteorologista, durante anos o "homem do tempo" mais famoso do país e proprietário de uma rede de estações meteorológicas, foi preso em 20 de março após ser detido no aeroporto de Frankfurt, de volta do Canadá, onde tinha feito a cobertura dos Jogos Olímpicos de inverno.

Após sua detenção, seguida de perto pela mídia, surgiram várias revelações na imprensa sobre as acusações de sua ex-esposa, com riqueza de detalhes, assim como declarações de outras namoradas ou ex-namoradas. Com isso, Kachelmann ficou marcado como um homem promíscuo.

A ex-mulher, identificada como Simone, de 36 anos, o tinha acusado de ameaçá-la em fevereiro passado com uma faca, feri-la no pescoço, e forçá-la a transar, após conversa na qual ela ameaçou o deixar por sua infidelidade.

Após 132 dias na prisão, na quinta-feira passada ele foi libertado devido às dúvidas sobre a versão da mulher, que segundo Kachelmann atuou por vingança depois que ele confessou que mantinha outras relações.

Ao "Spiegel", o meteorologista lamenta que o "Bild" e outras publicações do mesmo grupo empresarial tenham divulgado informações de sua vida privada e fotos dele na prisão, o que pode repercutir tanto no julgamento como em seu futuro profissional.

Na entrevista, o jornalista falou também sobre a difícil vida carcerária, onde diz que deixa, apesar de tudo, bons amigos.

A saída do "homem do tempo" da prisão foi acompanhada por com dezenas de câmeras de televisão e fotógrafos na porta da carceragem, enquanto o canal privado de informação "NTV" transmitia ao vivo a situação durante duas horas.

Quando enfim Kachelmann apareceu, sorridente e perfeitamente barbeado, se despediu com um forte abraço de um funcionário.

A declaração de uma psicóloga, que assegurou que a acusação da mulher era inconsistente, foi decisiva para a libertação, mas Kachelmann está proibido de deixar a Alemanha até o dia 6 de setembro, quando será aberto processo.

Segundo outro semanário, o "Focus", o jornalista foi alvo de outra denúncia nos últimos dias, também por parte de uma ex-namorada, que o acusa de tê-la agredido durante discussão.

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