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05/08/2010 - 14h40

Segundo o FMI, Brasil se recuperou mais rápido da crise econômica global

EFE
Washington, 5 ago (EFE).- O Brasil se recuperou da crise global mais cedo e rapidamente que a maioria das outras economias e já teve um ano de forte crescimento, afirmou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Depois de suas consultas com o Governo brasileiro, a Diretoria Executiva do FMI indicou que "após uma contração acumulada de 4,8% no quarto trimestre de 2008 e no primeiro trimestre de 2009, a economia brasileira cresceu a uma taxa média anualizada de 8,9% nos quatro trimestres seguintes".

De acordo com os economistas do FMI, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que cresceu 5,1% em 2008 e se contraiu 0,2% em 2009, este ano terá um crescimento de 7,1%.

Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em 2008 subiu 5,7% e em 2009, 4,9%, este ano fechará com um aumento de 5,4%, segundo a instituição.

O déficit geral do Governo, que em 2008 foi equivalente a 1,3% do PIB, cresceu 3,2% em 2009, mas cairá a apenas 1,6% este ano.

"O sólido quadro macroeconômico do Brasil e as ações oportunas das autoridades foram cruciais para conter os efeitos negativos da crise mundial e lançaram os alicerces da recuperação", afirmou o relatório.

Em seu comunicado, a Diretoria Executiva do FMI se disse "satisfeita com a rápida recuperação da economia brasileira ao longo do último ano, que reflete a retomada do investimento doméstico, a solidez do consumo e a demanda externa maior do que prevista por commodities".

Segundo o organismo, a capacidade da economia brasileira para recuperar a solidez "deveu-se à força do seu sistema financeiro, bem como a uma combinação de responsabilidade fiscal, flexibilidade cambial e um sério compromisso com o regime de metas de inflação".

Para conter as pressões inflacionárias, nos últimos meses, "o Banco Central elevou a taxa Selic para 10,75%", afirma o comunicado, que acrescenta que a entidade "também reverteu a maioria dos cortes nos recolhimentos compulsórios e as medidas de suporte à adequação de capital implementadas durante a crise".

A Diretoria Executiva do FMI considerou positivo "o compromisso das autoridades de retirar o estímulo fiscal e cumprir a meta de superávit primário mais elevada definida para 2010, sem recorrer ao uso de fatores de ajuste".

Recomendou ainda que as autoridades continuem empenhadas em diminuir a rigidez dos gastos públicos e que sejam tomadas medidas adicionais para baixar a relação entre a dívida e o PIB.

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