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06/08/2010 - 13h20

Rússia pode rever em outubro suspensão de exportação de cereais

EFE
Moscou, 6 ago (EFE).- O Governo da Rússia anunciou hoje que pode rever em outubro, ao final da colheita, sua decisão de suspender até o final de ano as exportações de cereais por causa da grave seca que afeta o país.

"A decisão de proibir as exportações pode ser corrigida em função da colheita", afirmou o primeiro vice-primeiro-ministro russo, Igor Shuvalov, em entrevista à rádio "Eco de Moscou".

Shuvalov explicou que, após a colheita, o Governo estudará as reservas de grãos e as possibilidades de exportação. Dependendo da situação, as exportações de determinados tipos de cereais poderiam ser retomadas antes do prazo anunciado.

O número dois do Governo russo não mencionou possíveis datas, mas outra fonte do Executivo que pediu anonimato disse à agência "Interfax" que a situação será definida no começo de outubro.

Um dos maiores produtores mundiais de grãos, a Rússia anunciou ontem a suspensão até o final de ano das exportações de cereais devido à seca, que já destruiu 20% dos cultivos.

"Acho conveniente impor uma proibição provisória à exportação de cereais e outros produtos agrícolas", disse o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, durante uma reunião do Executivo.

Putin justificou a medida provisória com "as incomuns altas temperaturas e a seca" que afetam mais de 20 regiões do país nas quais não chove desde junho.

A medida, que era esperada com inquietação há dias pelos mercados internacionais, afeta as vendas de trigo, centeio, cevada e milho.

A suspensão, que deixará países como Egito, Israel, Irã, Turquia, Líbano e Síria sem grãos russos, entrará em vigor no próximo dia 15 e termina no dia 31 de dezembro.

"Decidiremo como atuaremos depois de dezembro, de acordo com os resultados da colheita", disse Putin, segundo o qual a suspensão das exportações procura impedir um aumento dos preços no mercado interno e, ao mesmo tempo, manter em seu atual nível o número de cabeças de gado.

No ano passado, a Rússia exportou 21,4 milhões de toneladas de grãos.

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