UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

11/08/2010 - 11h53

Vendas no comércio batem recorde no 1º semestre, diz IBGE

EFE
Rio de Janeiro, 11 ago (EFE).- As vendas no comércio varejista cresceram 11,5% em volume no primeiro semestre do ano em comparação com o mesmo período de 2009, com o que alcançaram a maior expansão para o período na história do país, informou hoje o Governo.

O aumento das vendas no primeiro semestre superou inclusive o crescimento de 7,2% registrado no segundo semestre de 2009, quando o setor experimentou uma rápida recuperação após superar a crise econômica global, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o IBGE, o resultado foi superior ao de toda a série histórica do indicador a partir de 2004, quando o país começou a ter apenas índices positivos de crescimento.

Os dados confirmaram que o crescimento econômico brasileiro, que para este ano está previsto em 6,5%, vem sendo impulsionado pelo aumento da demanda interna e o forte consumo das famílias.

Só em junho, as vendas dos comerciantes foram 11,3% superiores às do mesmo mês do ano passado e em 1% maiores que as de maio, uma clara tendência de crescimento, já que as de maio superaram as de abril.

De acordo com o instituto, os oito subsetores analisados registraram aumento das vendas em junho em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Os setores que mais impulsionaram o bom resultado foram os de alimentos e bebidas, cujas vendas cresceram 11,9% frente às de junho de 2009, móveis e eletrodomésticos (17%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,4%), e artigos farmacêuticos e médicos (10,3%).

As vendas de alimentos foram responsáveis por cerca de 50% da taxa de crescimento de todo o setor graças ao "aumento do poder de compra da população" pelo aumento dos salários e a estabilidade dos preços.

O setor de móveis e eletrodomésticos teve uma forte contribuição no resultado do setor pela combinação de ampla oferta de crédito com o gosto do brasileiro de comprar televisores e equipamentos novos para assistir à Copa do Mundo.

Em comparação com junho do ano passado, também cresceram as vendas de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (23,2%), as de combustíveis e lubrificantes (5,6%), as de têxteis, confecções e calçados (4,3%) e as de livros, jornais e revistas (4,7%).

As vendas de veículos, motocicletas e peças de automóveis caíram 9,5% em junho frente ao mesmo mês do ano passado, embora tenham acumulado uma expansão de 11,6% no primeiro semestre do ano.

A queda era esperada devido ao fato de o Governo ter suspendido entre abril e maio os incentivos fiscais oferecidos ao setor automotivo, principalmente pela redução de impostos, para ajudá-lo a superar a crise global.
Hospedagem: UOL Host