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18/08/2010 - 17h40

Chávez diz que Venezuela exige respeito diante de "pornografia" da imprensa

EFE
Caracas, 18 ago (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que "o país exige respeito" diante do que qualificou de "pornografia" da imprensa privada local, depois de uma corte ter ordenado a proibição de publicar fotos de violência ou sangue.

Durante um conselho de ministros, Chávez mostrou a primeira página do jornal estatal "Correo del Orinoco", que publicou informações referente aos protestos dos médicos que trabalham no necrotério de Caracas diante da publicação em dois diários privados de uma foto de cadáveres em uma de suas salas.

"O país pede respeito", expressou o líder, ao apoiar as queixas dos funcionários do Necrotério de Bello Monte, o único de Caracas, organismo que centrou a opinião pública colombiana desde a sexta-feira passada, quando o jornal "El Nacional" publicou a foto.

A fotografia, que mostra corpos seminus ou totalmente nus, ensanguentados e amontoados nas mesas do necrotério, foi publicada na sexta-feira pelo "El Nacional" e na segunda-feira pelo "Tal Cual", ambos muito críticos do Governo.

Um tribunal de Caracas proibiu ontem os dois jornais de publicarem fotos de violência ou de eventos sangrentos e ordenou que todos os demais meios de comunicação do país parem de reproduzir imagens desse tipo.

A medida se estenderá durante um mês, tempo durante o qual o tribunal investigará uma denúncia contra o "El Nacional" e o "Tal Cual" apresentada pela Defensoria Pública, que alegou que a publicação da foto do necrotério afetava crianças e adolescentes.

A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) qualificou hoje a proibição de "ampla e imprecisa demais" e demonstrou inquietação diante da possibilidade de a norma levar à censura ou à autocensura.
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