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24/08/2010 - 06h14

Rússia estuda implantação de 1ª usina nuclear flutuante

Moscou, 24 ago (EFE).- A região de Tchukotka, no extremo oriente da Rússia, estuda a construção da primeira usina nuclear flutuante do mundo para solucionar seus problemas de provisão de energia.

O Governo local informou que as autoridades do município de Chaunsk avaliam o impacto que a central teria no ambiente natural da região, segundo a agência "Interfax".

As autoridades decidiram consultar a população local e organizaram uma exposição na biblioteca municipal sobre o projeto.

A central flutuante, que seria instalada na localidade de Pevek e equipada com dois reatores KLT-40C, tem construção prevista nos estaleiros de Severodvinsk, às margens do Mar Branco.

Além disso, seria preciso construir em Pevek uma estação de transmissão de eletricidade e energia térmica, e uma instalação hidrotécnica para ligar a central com os centros populacionais e as indústrias da região.

A Rússia anunciou que utilizará usinas nucleares flutuantes para abastecer com energia elétrica e calefação as regiões do norte do país, banhadas pelo Oceano Glacial Ártico, o que permitirá economia de carvão e petróleo.

O Governo afirma que essas centrais flutuantes não apenas satisfariam as necessidades energéticas da população como também melhorariam sua qualidade de vida, e garantiriam a proteção do entorno, já que não são poluentes.

A Rússia estuda exportar no futuro usinas nucleares flutuantes de pequeno tamanho, com potência de 3 megawatts e custo de US$ 20 milhões.

Vários países mostraram interesse em adquirir estas usinas, entre eles o Brasil. China, Coreia do Sul, Japão, Índia, Chile, Indonésia, Tailândia e Malásia também são potenciais compradores.

No entanto, o Greenpeace advertiu que essas plantas se tornarão alvo prioritário dos terroristas internacionais.
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