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15/09/2010 - 09h19

Botín diz que imposto aos bancos seria obstáculo à recuperação

Madri, 15 set (EFE).- O presidente do grupo espanhol Santander, Emilio Botín, afirmou hoje que aplicar um imposto especial aos bancos não reforçaria o sistema financeiro, mas "seria um obstáculo para a recuperação" econômica.

"Os impostos ao setor financeiro não são as medidas adequadas para evitar que o contribuinte tenha de assumir os custos de uma crise: não resolvem nenhuma das causas que a originaram, nem ajuda a preveni-las", revelou.

Em seu discurso na 3ª Conferência Internacional de Bancos, na cidade financeira do Santander em Boadilla del Monte (Madri), Botín advertiu que um imposto desse tipo seria uma medida "ineficiente e discriminatória", que teria "efeitos distorcivos" e "consequências negativas para a estabilidade financeira".

E isso porque "não há diferença entre entidades bem e mal administradas" e porque "sua introdução pressupõe que as entidades com problemas serão resgatadas".

"Para mim, as entidades não viáveis devem sair do mercado e não serem resgatadas com dinheiro público", defendeu.

Botín insistiu que o setor bancário "tem de ter um papel-chave" no incipiente processo de recuperação econômica e ressaltou que "não há economia saudável sem bancos sadios".

Segundo ele, graças a "uma atuação decidida e coordenada" de Governos e autoridades monetárias "fez-se frente à crise e evitou-se o desastre", mas agora o desafio é "consolidar um crescimento sustentado, apoiado em um sistema financeiro sólido, solvente e eficiente".

Para isso, defendeu, entre outras medidas, melhorar a supervisão. O Grupo Santander está presente, além da Espanha, em outros oito países: Portugal, Alemanha, Reino Unido, Brasil, México, Chile, Argentina e Estados Unidos.
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