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Crise econômica

Veja os principais destaques sobre a situação nos Estados Unidos e na Europa e entenda as consequências para o Brasil

  • Imagem: Josep Lago/AFP

02/02/2012 - 12h45

Zona do euro sairá da recessão no segundo semestre, diz S&P

Paris, 2 fev (EFE).- A zona do euro sairá progressivamente da atual recessão no segundo semestre deste ano, que terminará com crescimento zero, segundo a agência de classificação de risco Standard and Poor's (S&P).

Em estudo divulgado nesta quinta-feira, a S&P prevê o mesmo cenário que tinha estabelecido no final de 2011, no qual a Itália será o único dos grandes países da eurozona que apresentará uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de 1%.

O PIB da Espanha ficaria estagnado, o da França subiria 0,5%, o da Alemanha cresceria 0,6% e o do Reino Unido se elevaria 0,5%.

Em 2013, a economia da eurozona avançaria 1%. A Itália teria crescimento zero; França, Espanha e Reino Unido, de 1%; e a Alemanha, de 1,5%.

As projeções da agência estimam que a taxa de desemprego na zona do euro vai aumentar de 10,1% no ano passado para 11% em 2012, antes de descer para 10% em 2013.

A situação será particularmente ruim na Espanha, onde o desemprego irá aumentar de 22% em 2011 para 24% no ano que vem, até baixar novamente para 22% em 2013.

Jean-Michel Six, economista de S&P, explicou que se espera "uma suave recessão e uma lenta recuperação do crescimento, embora ainda não tenha diminuído o risco de uma perspectiva mais sombria".

Assim, para a agência, há 40% de chance de ocorrer um cenário pior, no qual o PIB da eurozona desceria 2% este ano, para se recuperar 1% em 2013.

Nessa hipótese, os quatro grandes países da zona do euro experimentariam uma recessão em 2012. A S&P destacou que há três fatores principais que vão determinar a amplitude da crise que atravessa a zona do euro, a começar pela demanda dos mercados emergentes nos próximos trimestres.

Os outros são a reação dos consumidores europeus às incertezas geradas pelo elevado nível de desemprego e da crise de dívida soberana, e a capacidade dos governos europeus e, sobretudo, do Banco Central Europeu (BCE), para restabelecer a confiança dos investidores.

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