
Brasília, 8 fev (EFE).- Os representantes brasileiros na renegociação do acordo automotivo com o México pediram nesta quarta-feira a inclusão de caminhões, ônibus e caminhonetes na redução de tarifas bilaterais, segundo informou a "Agência Brasil".
Na primeira reunião, realizada em Brasília, o Brasil pediu a inclusão desses três tipos de veículos e "uma maior participação do conteúdo regional na produção automotiva", apontou a agência estatal.
Os presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, e do México, Felipe Calderón, autorizaram em 3 de fevereiro a renegociação de alguns artigos do acordo, que foi assinado em 2002.
No encontro desta quarta-feira, o Brasil esteve representado pelo subsecretário-geral de América do Sul do Ministério das Relações Exteriores, Antonio Simões, e a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Tatiana Prazeres.
Após o encontro, as duas delegações evitaram dar detalhes à imprensa, mas um porta-voz da Chancelaria brasileira citado pela "Agência Brasil" explicou que a renegociação pretende "encontrar alternativas não só conjunturais, mas também estruturais".
Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento brasileiro, Fernando Pimentel, dissera que o acordo não é "equilibrado".
A "revisão", segundo as fontes consultadas pela Agência Efe, obedece ao forte aumento das importações de automóveis e autopeças mexicanas pelo Brasil, o que, segundo as autoridades brasileiras, pode afetar a indústria nacional.
Segundo Pimentel, chegou a ser analisada a possibilidade de aplicar a cláusula de rompimento prevista no acordo caso as negociações não avançassem, mas "o México tem um grande interesse em manter o acordo e por isso admite revisar as condições".
Os dados oficiais brasileiros indicam que as importações de automóveis do México aumentaram 40% no ano passado, na mesma proporção em que caíram as exportações de veículos do Brasil àquela nação, o que gerou um déficit de quase US$ 1,7 bilhão na troca nesse setor.
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