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20/09/2012 - 18h20

Governo tcheco proíbe exportação de álcool após 23 mortes por intoxicação

Praga, 20 set (EFE).- O governo da República Tcheca impôs nesta quinta-feira uma proibição de aplicação imediata sobre todas as exportações de álcool de mais de 20 graus após a morte de 23 pessoas por beber licor adulterado com metanol.

O primeiro-ministro tcheco, Petr Necas, anunciou hoje a medida em entrevista coletiva depois que na quarta-feira a Comissão Europeia advertiu que se Praga que não tomasse medidas a respeito enfrentaria a imposição de uma proibição sobre as importações de álcool do país centro-europeu por parte de seus sócios europeus.

Necas assegurou que preferia tomar a medida a esperar a que a Comissão impusesse a proibição porque dessa maneira "a supressão de barreiras à exportação estará nas mãos das autoridades tchecas".

Desde o último dia 6 de setembro, as intoxicações pelo consumo de álcool adulterado com metanol já mataram 23 pessoas no país e quase 50 estão hospitalizadas, segundo a imprensa tcheca.

Pelo menos 30 pessoas foram detidas nas operações policiais contra as redes de venda e produção de álcool adulterado desde que se registraram as primeiras mortes.

Na sexta-feira passada o governo ordenou a proibição da venda de álcool de mais de 20 graus para deter a onda de intoxicações, uma medida que pretende suspender de forma gradual a partir de meados da próxima semana.

As autoridades tchecas querem introduzir com urgência maiores controles sobre a venda de álcool, como novos selos fiscais e certificados de procedência para garantir a qualidade da bebida.

Segundo a imprensa tcheca, os primeiros dados da investigação policial indicam que o envenenamento se produziu ao substituir etanol por metanol proveniente de líquidos limpadores de parabrisas anticongelantes importados da Polônia.

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