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28/03/2007 - 10h45

Desemprego cresce em 6 regiões metropolitanas do País, indica Seade/Dieese

São Paulo - A taxa de desemprego em seis regiões metropolitanas do País (Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo) ficou em 15,9% da População Economicamente Ativa (PEA) em fevereiro, apresentando alta em relação aos 15,3% em janeiro.

A informação consta na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada hoje pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que, a partir deste mês, passa a unificar o calendário de divulgação das regiões metropolitanas, constituindo uma pesquisa única.

Em comparação às seis regiões metropolitanas acompanhadas pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) para a produção da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), a Fundação Seade e o Dieese não avaliam a cidade do Rio de Janeiro, utilizando um levantamento, por outro lado, no Distrito Federal.

A PED estimou o contingente de desempregados nas seis regiões em 3,05 milhões de pessoas, em fevereiro, um aumento de 116 mil pessoas em comparação a janeiro.

Em São Paulo, a PED projetou um índice de desemprego de 15,3% da PEA, avanço em relação aos 14,4% verificado em janeiro. O contingente de desempregados foi estimado em 1,54 milhão de pessoas, resultante da eliminação de 94 mil ocupações em fevereiro simultaneamente à saída de quatro mil pessoas do mercado de trabalho, o que resultou no acréscimo de 90 mil pessoas ao contingente de desempregados nos 39 municípios que compõem a Grande São Paulo.

As demais cinco regiões metropolitanas obtiveram as seguinte taxas de desemprego: 17,9% no Distrito Federal; 12,9% em Belo Horizonte; 12,3% em Porto Alegre; 20,4% no Recife; 22,3% em Salvador.

Por setor de atividade, as seis regiões metropolitanas tiveram oscilações entre em fevereiro ante janeiro de: na indústria, menos 2,5% e a eliminação de 65 mil ocupações; menos 0,6% em serviços, ou seja, corte de 50 mil ocupações; 0,8%, no comércio, com a criação de 22 mil postos; e 0,9% em construção civil, incluindo reformas e reparação de edificações, com a criação de 18 mil cargos. Outros setores, que vale para serviços domésticos, por exemplo, tiveram oscilação de menos 2,5% em fevereiro ante janeiro, o que resultou na eliminação de 37 mil vagas.

Entre dezembro de 2006 e janeiro de 2007, o rendimento médio real dos ocupados nas seis regiões caiu 1%, equivalendo a R$ 1.032. Entre assalariados, o valor médio correspondeu a R$1.102, uma queda de 0,8% na mesma base comparativa.

Jander Ramon
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