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04/05/2007 - 13h37

Temporão: quebra de patente foi 'caso muito especial'

Brasília - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a quebra de patente do anti-retroviral Efavirenz foi um "caso muito especial" e que no momento o governo não pensa em tomar a mesma medida em relação a outros remédios. Após a cerimônia, no Palácio do Planalto, Temporão disse que na conversa que teve com os embaixador dos Estados Unidos no Brasil explicou as razões para tomar essa decisão e se comprometeu a conversar com o presidente mundial do Laboratório Merck, fabricante do anti-retroviral, o que foi feito.


Temporão avalia que o governo economizará US$ 30 milhões por ano com a compra de versões genéricas do remédio junto a indústrias indianas. O medicamento, que é vendido pelo Merck por US$ 1,56, será comprado agora, segundo o ministro, por US$ 0,45. O dinheiro economizado será revertido para o programa nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, do Ministério da Saúde. O ministro disse que não acredita numa retaliação do laboratório, depois da decisão do governo brasileiro de quebrar a patente do medicamento.

Leonencio Nossa
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