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30/11/2007 - 12h54

Para CVM, movimento de IPOs não é coisa passageira

São Paulo - A presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, afirmou à Agência Estado que o movimento de ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) das empresas brasileiras "não é uma coisa passageira". "Acho que haverá continuidade", disse. "Não sei com qual intensidade, porque as questões de liquidez irão influenciar."

Segundo Santana, as transformações que estão acontecendo com as Bolsas brasileiras, que abriram o capital, não têm relação somente com a forma de organização dessas empresas, agora constituídas como S.A. (sociedades anônimas). A presidente da CVM acredita que as mudanças ocorrem no próprio negócio, como a introdução e crescimento das transações eletrônicas, por exemplo.

Para Santana, a BM&F ganhou condição de competir com as Bolsas internacionais e pôde usar suas próprias ações como moeda para aquisições, como já foi visto em transações similares no mundo.

Maria Helena Santana também lembrou que as Bolsas são empresas diferentes, porque são reguladas, mas ao mesmo tempo regulam. "A credibilidade do mercado é parte do negócio", destacou. "A imagem de solidez tem valor."

Na avaliação da presidente da CVM, a grande participação de pessoas físicas no mercado de ações -foram 280 mil CPFs só na IPO da BM&F- eleva a responsabilidade do órgão regulador. Mas é um movimento positivo, pois deixa as ações acessíveis a um número maior de aplicadores.

(Daniela Milanese, Ana Paula Ragazzi e Célia Froufe)
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