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30/11/2007 - 12h46

Presidente da BMF diz que estréia completa ciclo virtuoso

O presidente da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BMF), Manoel Felix Cintra Neto, avalia que a oferta inicial de ações (IPO) da bolsa "completa um ciclo virtuoso, com simbolismo forte e significativo". "É a coroação bem sucedida de um trabalho de quase dois anos", afirmou hoje, durante o discurso que antecedeu a estréia das ações da BM&F na Bolsa de Valores de São Paulo.

Ele contou que o dia começou com um café da manhã com funcionários da BMF. "Lá o discurso foi mais emocionado", disse. "Aqui será mais formal para não romper a lei de silêncio e também para não chorar, porque a emoção é muito grande."

Cintra Neto atrelou o papel da BMF à redução da informalidade no País. "O mercado de derivativos é uma âncora importante para a economia formal", afirmou. "Quanto maior o uso de derivativos pelas tesourarias, menor será o mercado informal."

Segundo ele, foi possível perceber nos IPOs da Bovespa e da BMF que, para cada R$ 10 bilhões realizados, R$ 2 bilhões de impostos são arrecadados. "O mercado de capitais é um caminho virtuoso sob vários aspectos."

Entre a longa lista de agradecimentos, Cintra Neto citou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silvia, pela "velocidade ao tomar decisões para áreas críticas do mercado". Como exemplo, ele colocou a autorização para a participação do investidor estrangeiro nos serviços de liquidação e custódia.

O presidente da BMF seguiu o costume de Magliano e citou um filósofo em seu discurso: Sólon, que por volta do ano 600 a.C realizou reforma na lei dos atenienses. Na avaliação de Cintra Neto, isso permitiu o desenvolvimento da economia capitalista, além de colocar como preocupações a justiça social e a distribuição de renda.

Daniela Milanese, Ana Paula Ragazzi e Célia Froufe
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