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29/01/2008 - 17h55

Bolsas européias avançam com aposta em corte de juro

Londres - As principais Bolsas européias fecharam em alta pela primeira vez nos últimos três pregões, em meio às crescentes expectativas de que o banco central americano (Fed) vai cortar o juro novamente para dar impulso a maior economia do mundo. "O crescimento ainda está claramente desacelerando e de uma perspectiva de garantia, assim como para evitar qualquer desapontamento ao mercado, ainda esperamos que o Fed decida por um corte de 0,50 ponto porcentual amanhã", disse Rob Carnell, economista do ING Financial Markets.

Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 subiu 96,3 pontos (1,66%) e fechou com 5.885,2 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 93,15 pontos (1,92%) e fechou com 4.941,45 pontos; na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-Dax subiu 74,11 pontos (1,09%) e fechou com 6.892,96 pontos.

As ações européias estão sob pressão desde o início do ano com as preocupações econômicas globais de desaquecimento, mas alguns analistas estão agora começando a ver valor nos ativos. O último exemplo disto veio do banco JP Morgan, que hoje elevou sua recomendação para as ações européia de "neutra" para "acima da média". "Embora as preocupações sobre inflação e revisões negativas dos lucros não vão desaparecer, sentimos que o risco prêmio para as ações melhorou", disse o JP Morgan.

Os mercados receberam um impulso adicional do relatório de encomendas de bens duráveis dos EUA, que sugere algum otimismo das empresas com relação à economia. O Departamento do Comércio dos EUA informou que o indicador de encomendas de bens duráveis subiu 5,2% em dezembro.

Setor financeiro

Os bancos estão no foco dos investidores antes da reunião do Fed amanhã. O banco francês Société Générale segue sob os holofotes, com a pressão aumentando conforme surgem especulações sobre potenciais processos, incluindo rumores sobre os concorrentes BNP Paribas e Credit Agricole. O governo francês, porém, disse hoje que não permitirá que o banco atingido pela crise seja alvo de uma oferta "hostil" (não solicitada). As ações do Société Générale fecharam em alta de 10,42%, as do BNP Paribas avançaram 2,92% e as do Credit Agricole subiram 2,75%.

Em Londres, as ações da financeira de hipotecas Alliance & Leicester caíram 3,45%, depois da companhia ter informado que suas perdas em fundos de investimentos estruturados é esperado em 155 milhões de libras em 2007.

Mineração

As ações de empresas de mineração mostraram vigor hoje, respaldadas pelos preços dos metais preciosos, com o ouro à vista atingindo nova alta recorde de US$ 933,25 por onça-troy (equivalente a 31 gramas). As ações da gigante Anglo American subiram 5,80% depois de ter informado que estava trabalhando com as agências da África do Sul sobre a crise de energia que fechou temporariamente algumas de suas minas no país. As ações da Kazakhmys avançaram 4,74%.

As ações da mineradora anglo-suíça Xstrata fecharam em alta de 5,89%. Em relatório divulgado hoje o Citigroup afirmou que o acordo da Vale com a Xstrata parece quase inevitável. "A Vale está disposta a comprar (com apoio de seu conselho) e a Glencore está disposta a vender (com nenhum outro pretendente nas mangas)", afirmou o analista Alexander Hacking.

No setor de siderurgia, as ações da gigante ArcelorMittal subiram 2,45% na Bolsa de Paris.

Madri, Milão e Lisboa

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 subiu 219,90 pontos (1,69%) e fechou com 13.246,60 pontos; em Milão, o índice S&P/MIB avançou 331 pontos (0,97%) e fechou com 34.565 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 271,10 pontos (2,44%) e fechou com 11.359,42 pontos. As informações são da Dow Jones.

Suzi Katzumata
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