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31/03/2008 - 17h57

Bovespa sobe 0,85% no dia, mas perde 4,5% no trimestre; dólar sobe a R$ 1,753

São Paulo - O comportamento das ações da Vale e da Petrobras se refletiu no do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que ficou o dia todo num sobe-e-desce que só teve definição a minutos do término da sessão.

O Ibovespa oscilou entre a mínima de 59.917 pontos (-0,89%) e a máxima de 60.982 pontos (+0,88%). Encerrou o mês de março no negativo, -3,97%, assim como os três primeiros meses de 2008, -4,57%. O volume financeiro foi tímido, mas maior que o de sexta-feira. Totalizou R$ 4,781 bilhões.

O dia foi marcado pelo anúncio de que os EUA vão fazer a maior reforma financeira desde a Grande Depressão, nos anos 30.

O dólar comercial terminou o dia a R$ 1,753, com valorização de 0,52%. Em março, a alta acumulada foi de 3,61%.

Petrobras enfim firmou-se em alta, embora longe das máximas do dia, e Vale também subiu, garantindo à Bovespa encerrar o último pregão do mês e do trimestre com elevação de 0,85%, aos 60.968,1 pontos.

As ações da Petrobras até foram impactadas pelo tombo do petróleo no exterior -em Nova York, a queda foi de 3,83%, para US$ 101,58 por barril-, mas conseguiram sustentar-se em elevação no fechamento.

O que garantiu a alta foi a notícia da descoberta de um novo campo, próximo à megajazida de Tupi, na Bacia de Santos. Além disso, o diretor de Abastecimento e Refino da estatal, Paulo Roberto Costa, confirmou que a empresa fez uma proposta de compra para a área de distribuição da Esso no Brasil.

Assim, Petrobras ON fechou o dia em alta de 1,74%, mas caiu 8,22% no mês e 14,22% no ano. Petrobras PN teve variação +1,90% hoje, -9,16% em março e -15,99% no primeiro trimestre.

A Vale também ignorou o comportamento dos metais básicos no exterior, que caíram, e subiu no fechamento: Vale ON ganhou 1,7% e Vale PNA, 1,18%. No mês, avançaram, nesta ordem, 3,14% e 1,87%, enquanto, no ano, os ganhos acumulados são de 2,01% e 0,08%.

Alguns analistas tinham expectativa de que haveria uma "puxada" no Ibovespa para cima nesta segunda, por causa do que é chamado "embelezamento de carteiras", quando muitos gestores compram ações para melhorar o comportamento do índice e, assim, apresentar melhor rentabilidade a seus cotistas no encerramento do trimestre.

Esse embelezamento, no entanto, foi ameaçado o dia todo e o desempenho do dia nem pode ser chamado exatamente como tal, já que a alta nem esbarrou em 1%.

O mercado de ações americano também encerrou em elevação e favoreceram a recuperação da Bolsa doméstica.

O índice Dow Jones subiu 0,38%, o S&P avançou 0,57% e o Nasdaq teve ganho de 0,79%.

O trimestre também não foi bom para as bolsas americanas. Segundo observadores do mercado, este primeiro trimestre será o pior em muitos anos para Wall Street.

Dois indicadores saíram nesta segunda por lá: o índice de gerentes de compra de Chicago (PMI) sobre a atividade no setor de manufaturas subiu para 48,2 em março, em dado sazonalmente ajustado, de 44,5 em fevereiro.

Esse indicador deu suporte aos índices acionários, já que foi melhor do que esperavam os analistas. O dado, no entanto, ainda mostra economia em contração (já que está abaixo de 50).

O outro indicador foi o índice de produção atual do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Dallas, que subiu para 13,76, de 7,1 em fevereiro, mas o índice de atividade geral ficou em -22,7, de -21,4 no mês anterior.

(Claudia Violante)
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