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08/04/2008 - 07h25

Presidente da BM&F espera que fusão de Bolsas termine até junho

Miami, EUA - A fusão entre a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve ser concluída juridicamente até 30 de junho de 2008 e, depois, disso, elas devem operar em uma mesma plataforma, hoje divididas em GTS e Megabolsa.

A expectativa é do presidente da BM&F, Manoel Felix Cintra Neto, que concedeu entrevista em Miami. "Ainda é cedo para definir essa questão, mas não tenho dúvida nenhuma de que, no futuro, os produtos da BM&F e da Bovespa estarão na mesma plataforma", afirmou.

Cintra Neto está em Miami para participar da 49ª Reunião Anual de Assembléia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e esteve presente ontem em almoço da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com representantes de bancos e empresas brasileiras e estrangeiras.

Na avaliação do executivo, que aposta na conclusão da fusão das bolsas até o dia 30 de junho, o pregão viva-voz continuará a existir após a união das bolsas, mas admite que a palavra final será dada pelo resultado apresentado pela nova companhia.

"O grande volume ainda em negociações de pregão indica que ainda vamos manter o sistema. Enquanto for lucrativo, enquanto o número de transações compensar o pagamento do sistema, ele será mantido. Mas não vamos trabalhar no prejuízo", disse.

Sobre a reunião do BID, da qual participa, o presidente da BM&F diz ter constatado uma avaliação praticamente consensual de que esta é uma crise (de crédito internacional) muito diferente de todas as outras, mas acredita que a América Latina está em situação melhor.

"Estou muito otimista com a América Latina, pois sinto todos os bancos interessados em elevar o risco com o Brasil, aumentando o número de linhas para os bancos brasileiros", afirmou.

Célia Froufe
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