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09/04/2008 - 17h41

Bolsa cai 1,65% e volta a acumular perda no ano; dólar recua pela 7ª vez

São Paulo - O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, fechou esta quarta-feira em baixa de 1,65%, aos 63.476,9 pontos, afastando-se do recorde de 65.790,8 pontos, registrado em dezembro.

No pior momento da sessão, o índice chegou a cair 2,13%, aos 63.167 pontos. Na máxima do dia, subiu a 64.621 pontos (+0,13%).

Com a queda desta quarta, os ganhos acumulados em abril diminuíram a +4,11%, enquanto, no ano, a Bolsa voltou a ter perdas, de 0,64%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 4,861 bilhões.

No câmbio, o dólar caiu pela sétima sessão consecutiva, pressionado pelas expectativas de aumento do juro. A queda foi de 0,24%, para R$ 1,69. A moeda acumula baixa de 3,59% no mês.

Na Bovespa, houve realização de lucros (venda de ações para embolsas ganhos recentes) estimulada pela queda das Bolsas americanas, mas contida pelo desempenho das ações da Petrobras.

O recorde do preço do petróleo no mercado externo fez com que os papéis da estatal terminassem próximos à estabilidade.

Em Nova York, o índice Dow Jones caiu 0,39%, o S&P recuou 0,81% e o Nasdaq perdeu 1,13%.

A razão para o declínio nos Estados Unidos foi o alerta de lucros menores feito pela gigante de entrega de encomendas UPS.

Depois da leitura, na ata do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulgada ontem, de uma recessão na economia americana no primeiro semestre do ano, os investidores amplificaram a reação negativa à notícia do UPS.

Ainda mais depois que a Alcoa já havia divulgado um balanço ruim no início da semana.

Os dados divulgados hoje também desanimaram. Os estoques das empresas cresceram mais do que o dobro das previsões, sinal de contração na demanda e, subentendido, de recessão no país.

Petróleo
Já os estoques do petróleo tiveram uma inesperada queda, o que fez com o que o preço do barril negociado em Nova York subisse para US$ 112,21 na máxima do dia, o maior valor já atingido pelo produto em sua história, e fechasse a US$ 110,87 (alta de 2,18%), nível também recorde.

Para a Bovespa, a disparada do petróleo favoreceu os papéis da Petrobras. As ações ON caíram apenas 0,08% e as PN subiram 0,06%, com o maior giro individual, de R$ 863,485 milhões.

Por outro lado, a alta da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - 0,48% em março, ante 0,49% em fevereiro - também serviu de mote para a realização de lucros.

Inflação
Com o repique inflacionário revelado pelos últimos indicadores de preços, o mercado já dá como certo o aumento da taxa de juros no próximo encontro do Comitê de Política Monetária, na semana que vem, e as apostas de aumento de 0,50 ponto porcentual vêm crescendo.

"É claro que o repique nos preços pesa sobre as ações, mas isso serviu mais de justificativa pontual do que de mudança fundamental. Os fundamentos vão bem", comentou um profissional do mercado.

Claudia Violante
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