UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

10/04/2008 - 17h27

Bovespa fecha quase estável; dólar cai pelo 8º dia, a R$ 1,685

São Paulo - A Bovespa encerrou esta quinta-feira praticamente no zero a zero, num pregão morno onde faltaram justificativas para ir além, apesar de as Bolsas americanas terem dado bons exemplos de elevação.

O índice encerrou o dia com variação positiva de apenas 0,08%, aos 63.527 pontos.

Durante a sessão, oscilou entre a mínima de 62.712 pontos (-1,20%) e a máxima de 63.646 pontos (+0,27%).

No mês, a Bolsa acumula alta de 4,2% e, no ano, queda de 0,56%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 4,967 bilhões.

No câmbio, o dólar comercial recuou 0,3%, vendido a R$ 1,685. Foi o oitavo dia seguido de queda. Em abril, a queda acumulada é de 3,88% -a última sessão com alta do dólar foi em março.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançou 0,44%, o S&P aumentou 0,45% e o Nasdaq, 1,27%.

A gigante varejista Wal-Mart informou hoje, após anunciar vendas 0,7% maiores no primeiro trimestre, que espera lucro maior no período. Isso amainou os ânimos, já que teve ainda a contribuição dos dados melhores de pedidos de auxílio-desemprego, que caíram mais do que era previsto.

Yahoo! e Intel também ajudaram: a primeira subiu com a perspectiva de acordo para combinar operações de internet com a AOL e a segunda porque o Bank of America elevou a recomendação para as ações.

BC dos EUA
O que poderia virar a cabeça do mercado era o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no World Affairs Council, em Richmond (Virgínia).

Ele, porém, não falou nada que comprometesse o rumo. Bernanke disse que o esforço federal para produzir uma resposta à recente desordem no mercado financeiro "terá muitos benefícios" e poderá ajudar os formuladores da política a evitar problemas futuros.

Entretanto, segundo ele, apesar de muito ainda poder ser feito para fortalecer o sistema e melhorar o seu funcionamento, ele avaliou que as crises financeiras não podem ser completamente eliminadas.

Europa
Na Europa, os bancos centrais agiram conforme o esperado hoje: o Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa de juros da zona do euro em 4% ao ano e o Banco da Inglaterra cortou o juro do Reino Unido de 5,25% para 5% ao ano.

O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, em entrevista, foi claro ao afirmar que a inflação é um problema e que o banco central tem em prioridade máxima conter o crescimento das expectativas de inflação entre os consumidores e as empresas.

Ele ainda foi categórico ao afirmar que as perspectivas econômicas da zona do euro não deveriam ser entendidas como um sinal de que o BCE está mais inclinado a considerar um corte no juro. "É errado".

Os produtos básicos (commodities) hoje também ajudaram as Bolsas americanas, mas a queda dos metais e do petróleo teve impacto misto na Bovespa.

As blue chips (ações de primeira linha) Vale e Petrobras fecharam em direções opostas. Vale ON perdeu 0,63%, Vale PNA caiu 0,51%, Petrobras ON subiu 0,45% e Petrobras PN ganhou 0,36%. O preço do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York recuou 0,69%, a US$ 110,11 por barril.

Claudia Violante
Hospedagem: UOL Host